quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fim de férias

As férias chegaram ao fim e está na hora de fazer um balanço de tudo o que aconteceu. No início, foi ótimo, senti a emoção de cada lugar por onde passei, as ruazinhas estreitas, os cheiros de azeite e figo das pequenas vielas, as flores coloridas nas janelas das casas, a cor das paisagens da Toscana e o cheiro de mar de Veneza . Me senti também bem próxima do Ronaldo, um dos motivos da nossa viagem a dois. Aproveitamos muito, rimos muito, andamos muito, comemos muito e bebemos muito vinho.

Com o passar do tempo, bateu um cansaço e as coisas já não estavam tão emocionantes como no início. Não estou dizendo que não gostei, só não senti as mesmas emoções dos primeiros 12 dias de viagem. Eu preciso muito me emocionar intensamente com as pequenas coisas, é isso que me faz feliz e, as vezes, por motivos inexplicáveis, as nuvens negras se aproximam da minha mente e eu passo a ter uma visão nebulosa de tudo. Daí, as emoções se transformam em ataques de raiva e de mau humor.

Eu quase pulei no pescoço daquele napolitano maledeto da Hertz que não queria receber o carro, fiz um pequeno barraco com o atendente do hotel em Roma (por isso ganhei internet grátis) e tive vontade de atirar um sapato no garçon careca de Napoli (esse merecia!). O Ronaldo também não ficou fora da minha lista negra de pessoas que me irritam, claro. Fiquei de bico algumas vezes em Roma e perdi a paciência com ele diversas vezes por isso. Eu tive uma legítima TPM "alla napoletana" assim que chegamos em Roma.

Depois ainda tiveram os incidentes com a mala perdida e o caixa automático que comeu 150 Euros, nossos últimos 150 Euros.
A surpresa, aliás, uma grande surpresa, foi chegar em Lisboa e ver que tudo podia melhorar depois da rápida maré de nuvens negras que me acompanhou de Napoli a Roma. Lisboa surgiu como uma cidade inesperada, bela e encantodora. Isso não quer dizer que Roma não seja, mas o que vi em Roma era o que esperava encontrar lá e em Lisboa, não esperava tanto.
Por isso, posso dizer que, mesmo sem a mala e com pouco dinheiro, fechamos a viagem em grande estilo e temos muitas, mas muitas mesmo, boas lembranças para carregar para o resto da vida.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Arrivederci Roma

Hoje é o nosso ultimo dia em Roma e na Italia. Parei de postar diariamente, tem sido uma maratona essa viagem. Andar o dia todo, comer e tomar vinho.



As calças jeans já estão guardadas no fundo da mala, pois é frustrante tentar usá-las.
Aqui em Roma tivemos mais tempo livre, deu até para descansar a tarde. Aqui está muito calor, estou torrada do sol e todos os lugares estão muito cheios de turistas.


Não é nada romântico chegar na Fontana di Trevi e encontrar as escadas tão lotadas quanto o Maracanã em final de campeonato. Cadê a fonte de Felini? Se ele fosse filmar hoje precisaria construir um muro para segurar a multidão longe da fonte.


Vocês podem não a acreditar, mas alguns corredores do museu do Vaticano estavam tão cheios quanto o metrô de SP, os guardas tiveram de controlar a passagem das pessoas, pois ao final do trajeto, tem a capela Sistina, lindíssima e lotada.






Ainda bem que o Coliseu, a Basílica e a Praça São Pedro são espaços enormes.


Como nas outras cidades da Italia, Roma tem atrações belíssimas e de diversas épocas: do império romano, cidade medieval, renascentista e neoclássica. É possível encontrar vestígios do império romano em cada cantinho da cidade. Sempre surgem colunas romanas, ruínas e até mesmo casas medievais construídas com pedaços de prédios romanos.


Algumas dicas: andar sempre de tênis e com protetor solar e chapéu. A garrafinha de água nunca deve ser jogada fora, pois existem fontes de água potável geladinha por toda a cidade. Dá pra encher a garrafa com essa água.


Tudo é perto, é cansativo, mas dá para ir a pé e, ao tomar o ônibus turístico de city tour - aquele de 2 andares e aberto- nunca escolha o mais barato, pois ele passa nos pontos com a mesma freqüência dos ônibus de Águas Lindas de Goiás, ou seja, todos os outros de €20/pessoa passam a cada 15 minutos.


O nosso, de €16/pessoa, passava a cada trocentos minutos = mais cansaço, mais sede, mais calor, mais tempo no sol e mais bolhas no pé.


Eu não entrei em detalhes sobre cada dia porque já estou muito cansada de viajar e camelar por aí, já estou com raiva do mundo e com raiva do Ronaldo. Sabia que devia ter trazido o Prozac!
Até a próxima, direto de Lisboa se o meu humor permitir.


P.S. Adorei as lojinhas de Roma!



Location:Ponte Sisto,Roma,Italia

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ciao, Costa Amalfitana

Mais um dia de praia, agora em Amalfi. Não vinha a Amalfi desde 1983, sempre gostei muito daqui. O mar é muito lindo, com um azul profundo e transparente, só que não tem areia, o fundo é de pedra.



Ontem o dia amanheceu muito claro, mas depois ficou nublado e parecia que ia chover. Descemos para a praia de elevador - um elevador que desce o penhasco, escavado na rocha- e deitamos nas nossas cadeiras, mais € 30 para ir à praia.


Resistimos bravamente ao dia nublado e, quando saiu o sol, corremos para a água, nosso ultimo mergulho no mediterrâneo. Almoçamos lá mesmo e saímos da praia às 16:30, quando a sombra chegou.



O dia foi de preguiça para carregar as baterias para a próxima fase.
À noite, fomos até Positano jantar. Como sempre, comemos as comidas típicas da região acompanhada dos vinhos locais: muitos frutos do mar e vinho branco.



Depois da jantar, café e limoncelo. Aliás, aqui tem muitas frutas para todo lado: limões enorme, laranjas, pêssegos, uvas, ameixas, cerejas e os figos que enchem as ruas com um cheirinho doce. Pra todo lado e em qualquer cantinho tem uma arvore carregada de frutas. Pena que estamos deixando a Costa Amalfitana para trás. Ciao, Amalfi!

Location:Via del Mascherone,Roma,Italia

domingo, 19 de junho de 2011

Costa Amalfitana

Tomamos o barco de Capri a Sorrento. Foi rápido e o barco estava vazio. A vista do golfo é linda, sempre com o Vesúvio ao fundo. Em Sorrento (cidade lindíssima, preferia ter ficado aqui do que em Napoli),pegamos o carro para a nossa aventura pela Costa Amalfitana. O engraçado, na Hertz, foi a família badernada de americanos. Pior do que os Simpsons. Um casal com 3 filhos adolescentes e os avós alugaram 2 carros enormes, tipicamente americanos. Primeiro, eles ficaram na rua estreita atrapalhando o trânsito com suas 200 malas enormes. Depois, grosseiramente, brigaram com o atendente no meio da rua por causa de um mapa e riscos na lataria do carro.


Quando decidiram entrar no carro, foi aquela confusão, malas, pessoas e troca troca de lugares. Enquanto isso o trânsito ficou caótico naquela ruazinha 2 pista e 3 metros de largura.


Saímos em direção a Positano, uma estrada estreita e sinuosa com penhascos cheios de videiras de um lado e de outro, lá embaixo, o mar azul.


De vez em quando uma cidadezinha pendurada no morro, as vezes, morro acima e as vezes, morro abaixo. Sempre com um monte de carros parados na estrada, provavelmente das pessoas na praia.


Finalmente, passamos por Positano e depois paramos em Praiano. Até tentamos descer os 350 degraus que levam à praia, mas desistimos, pois seria muito frustrante chegar até lá sem biquíni para nadar. Então, andiamo magiare. Como sempre, ótima comida, pasta com frutos do mar, salada e café com limoncelo.


Chegamos ao hotel e fomos passear em Amalfi a tarde. Era nítida a decepção do Ronaldo em relação a Amalfi. De tanto eu falar, ele criou muitas expectativas e, realmente, Amalfi não está tão bom como era.


Por ser um sábado, estava tudo muito cheio e,em relação a Capri, é muito mais difícil se locomover por Amalfi, tanto de carro como a pé ou de ônibus. Então, fomos jantar em Positano.
Positano continua charmosa, muito cheia de gente, mas cheia de lojinhas de babar, galerias de arte e restaurantes. Assim como as demais cidades medievais, ruas estreitas, casinhas de pedra com flores nas janelas, aqui, telhados e paredes brancas.


Tudo com arcos e venezianas coloridas. Me lembrei da Telma comprando todos os vestidos, lenços e tamancos nas lojinhas. Telma, continua do mesmo jeito, tive vontade de comprar tudo! Só não me lembrava da praia em Positano, com pedrinhas miúdas, quase areia e muitas cadeiras e guarda-sois: era assim mesmo? Achei que não tivesse praia aqui.
Em resumo, Amalfi esta para os napolitanos como Guarujá para os paulistas, enquanto isso, Capri é Ilhabela.

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sábado, 18 de junho de 2011

Firenze - pés em frangalhos - post atrasado

andamos até a morte, não conseguia mais sentar ou me inclinar de tanta dor nas pernas e costas. Isso não quer dizer que o dia foi ruim, foi ótimo, tirando o cansaço.



Começamos as 8 horas andando pela cidade. Visitamos o Palazzo Vecchio, a Ponte Vecchio, a Casa de Dante, a igreja Santa Croce, a Galeria delle Uffizi e a Academia. Enfim, em um dia vimos quase tudo que tinha para ver em Firenze. O Duomo ficou para o dia seguinte, antes de ir embora.



O almoço foi ótimo e à noite saímos para tomar vinho. Bebemos 2 garrafas e ficamos borrachos.


Tem muita coisa legal para fazer aqui mas, por causa do problema com o trem no dia anterior, ficamos nessa correria. Ao final do dia, no ultimo museu, queria uma maca. Nem deu tempo de ver as lojinhas, acho que só teremos tempo para fazer umas comprinhas em Roma. Vai a dica: nunca deixem os museus para a tarde e nunca visitem 2 museus no mesmo dia, é loucura!




Location:Firenze - 12 de junho

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dolce far niente

Dia todo em Capri pra fazer nada ou fazer tudo de bom que se faz aqui. Já andamos de barco ontem e, do barco,conseguimos escolher um lugar para tomar sol e nadar no mediterrâneo. A escolha foi a Piccola Marina.



Chegamos lá de ônibus - nem sei como passa ônibus nessas ruas estreitas na beira de penhascos, dá calafrios - e de cara escolhemos um lugar para ficar. Por míseros 19 Euros por pessoa (quase de graça), com direito a espreguiçadeiras e cabines para se trocar (isso é muito típico dos balneários europeus) ficamos lá mesmo. Um lindo lugar com mar azul transparente, restaurante e vista para um dos cartões postais de Capri - Faraglione, umas rochas no mar que aparecem numa propaganda de perfume D&G.



Ficamos lá o dia todo, almoçamos frutos do mar no restaurante e nadamos muito.
Era uma comédia ver o Ronaldo entrando na água e tentando se equilibrar no chão de pedras, realmente difícil de andar, logo de cara eu caí feito uma pata entrando na água, tem gente que usa um sapatinho de borracha.
Depois de umas 3 horas na praia resolvemos ir almoçar e, pra variar, o almoço estava ótimo. Estou até com vontade de ir ao McDonald's para lembrar que existe comida ruim no mundo.



Foi depois do almoço que descobri que existia, ali ao lado, uma praia pública, de graça, tão bonita quanto a outra, só que lotada e sem cadeiras. Fiquei convencida de que os meus 19 Euros estavam valendo a pena.
Depois do almoço e mais uma rodada de praia voltamos a Capri e passeamos pelas ruas tomando granite - um tipo de raspadinha de limão parecida com um frozen não alcóolico.



Aquelas ruas são desbundantes, só com lojas da Prada, Missoni, Moschino, Fendi, Roberto Cavali, Salvarore Ferragamo e nós de chinelão e bermuda. Eu até pedi para o Ronaldo me comprar um vestidinho que só custava 1.045 Euros, mas, ele é pão duro e não comprou.
Á noite, no hotel, abrimos una garrafa de vinho branco e tomamos na mesa do jardim junto com cerejas frescas e pancheta. E foi assim nosso dia de turista em Capri.

Location:Via Gradola,Anacapri,Italia

Bye bye Toscana

Depois da tranqüilidade do café da manhã, compramos uns vinhos que custam 200 reais no Brasil e pegamos a estrada de volta a Firenze.



Deixamos Montepulciano para trás com a promessa de voltarmos. A região é lindíssima e faz um friozinho gostoso a noite agora que é primavera, bom para tomar os ótimos vinhos da região.


Chegamos em Firenze uma hora adiantados, ótimo! Que nada, na confusão das ruas estreitas, cheias de carros e turistas, que deixa até o GPS maluco, a gente se perdeu, ficamos rodando feito barata tonta e perdemos o trem.



O problema é a fila para remarcar bilhete de viagem perdida e o pior uma velha maledeta que furou a fila e ainda convenceu mais duas espertalhonas a fazerem o mesmo. Não adiantou brigar com ela em inglês ou italiano e ficamos xingando em português mesmo.


Depois da espera, Conseguimos pegar o trem das 13 horas, uma hora de atraso no nosso roteiro milimetricamente cronometrado pelo metódico Ronaldo. As vezes acho que estou fazendo um rally.



Chegamos em Napoli debaixo de um "terremoto d'aqua" como disse o garoto que viajava com sua nonna - quanto drama! O hotel Caracciolo é lindo, adorei, mas a cidade me decepcionou muito, está muito pior do que em 1979, última vez em que estive aqui. Obras para todo lado, trânsito confuso e muito lixo pelas ruas.


Tem algumas coisas muito bonitas como a Galeria Umberto I, as praças e palácios ao seu redor. Mas tem obras e lixo ali também.


Na baia de Napoli da para ver o maravilhoso Vesúvio e um monte de casas construídas nas suas encostas, uma loucura, né?? No restaurante a comida estava muito boa, mas o atendimento era péssimo, pior do que no Beirute. Isso me deixou muito estressada. O que tenho a dizer sobre Napoli é que fiquei muito decepcionada, achei que tinha melhorado, pois fiquei com essa mesma impressão quando estive aqui outras vezes; não pretendo voltar tão cedo.