sábado, 27 de março de 2010

cadê o meu "mojo"?




Parece um mar sem fim, o fundo do poço, uma imensidão interminável essa maré de baixo astral inexplicável que se instalou na minha mente há alguns meses.
Eu estou sofrendo de distúrbios do calendário, não sei em que dia do mês e da semana estamos, acordo perdida perguntando se é dia de trabalho ou não, não tenho vontade de fazer nada, de sair de casa, de tomar banho, de ir a academia e de vestir roupa.
Não quero mais trabalhar, quero que o meio ambiente se exploda e não quero nem passar perto de nenhum assunto que trate de arquitetura.
Eu acordo a noite sem saber onde estou, já cheguei a levantar e vestir roupa, pois fiquei assustada ao me ver nua na cama em um lugar estranho com um homem. Depois que percebi que o homem era o Ronaldo e eu estava em casa, voltei para a cama mais calma.
Voltei à terapia, mas nem sempre tenho vontade de falar sobre o que está me acontecendo, as vezes não falo simplesmente porque não lembro.
Nos dias de euforia eu fico ótima, me sinto linda, me arrumo, vou a academia, almoço verduras, legumes e proteínas, como frutas. Dias que correspondem a 10% do mês, depois vem a nuvem negra e tudo desaparece, como se outro ser tomasse conta de mim, só penso em dormir, comer chocolate e encher a cara, não pelo prazer de beber um bom vinho ou uma cerveja gelada, mas para ficar bêbada mesmo.
Sinto muitas saudades das pessoas que estào longe, as vezes eu quero ir para a casa da minha mãe, ficar com ela e esquecer que tenho tantas responsabilidades.Sinto saudades de conversar com o meu pai, do sorriso sincero da Camila, das bricadeiras de ogro do Alê e de ver Lost com ele, de conversar com a Giselle, dos almoços em familia, enfim, da convivencia com as pessoas que estão tão longe daqui.

Os meus sonhos são bizarros, mas nào tenho vontade de acordar, é como seu eu entrasse num mundo de Alioce, onde coisas mágicas e assutadoras acontecem ao mesmo tempo. Quando acordo nào lembro mais de nada, apesar de ter o meu humor influenciado o dia todo pelos meus sonhos, que aparecem em flashes durante o dia, como uma sensação de deja vu.

Pelo menos os meus surtos de ira passaram, estou mais calma, não tenho mais vontade de esganar o meu chefe, até dou risadas com colegas de trabalho, faço brincadeiras, mas percebo que isso não passa de uma coisa superficial gerada pelo efeito do remédio e que lá no fundo a coisa continua igual. É como se eu caminhasse constantemente debaixo de uma tempestade que não tem hora para acabar e que pode se acalmar ou piorar a qualquer momento. Acho que preciso de um capa de chuva.
Se é influencia de mercúrio no signo de aquário, se é esquizofrenia, esquisitice, loucura ou depressão, eu só quero que isso passe para eu retomar a minha vida. Quero achar o motivo, descobrir quem roubou o meu "mojo", voltar a sentir tesão, perceber as coisas bonitas da vida e sentir felicidade pelas pequenas conquistas.

domingo, 14 de março de 2010

Saudades de SP


Depois de rever tanta gente que eu não via há muitos anos, estou de volta ao meu lar, doce lar.
Já estou morrendo de saudades da minha mãe, foi ótimo ficar com ela, ficaria lá por mais um mês se eu pudesse. Como é bom ficar na casa da mãe!
Também matei as saudades do meu pai, do tio, das primas, do meu irmão e dos meus filhotes que moram em SP.
Eu também sinto saudades da minha ex-casa, foi muito bom morar lá, fomos muito felizes naquela casa. Eu considero que um dos anos mais felizes da minha vida, que recordo com uma certa melancolia, foi quando o Dante tinha 2 anos. Eu estava de bem com a vida, adorava cuidar do meu filho e da minha casa, me lembro com carinho dessa época.
A nossa rotina lá era muito puxada, disso eu não tenho saudades, só sinto saudades de ter as pessoas por perto e de alguns detalhes da minha casa que me fazem falta, como o jardim. Lembro do meu jardim, das plantas que cultivava, da nossa sala sempre arrumadinha (só o sofá que estava começando a ficar nojento), dos almoços familiares de domingo que, nos dias mais frios era servido na copa regado a vinho tinto e nos dias mais quentes, no quintal.
Espero que possa visitá-los mais vezes para não deixar morrer essa pequena chama que fica acesa dentro de mim sempre que volto para casa após passear na casa da mama, não deixando bater o esquecimento de como é maravilhosa a convivência com as pessoas queridas.