domingo, 28 de dezembro de 2008

Emoções


Algumas pessoas são realmente muito emotivas, choram para tudo. E eu não estou falando de gente chorona, que só reclama ou fica se lamentando pelos cantos da casa. Estou falando das pessoas que se emocionam vendo filmes, lendo livros, contando historias e relembrando momentos felizes ou tristes. Por outro lado, tem gente que nem se abala com essas coisas, pode ver o filme mais triste do mundo (tipo Inteligência Artificial,nesse eu gastei um rolo de papel higiênico e comecei a chorar na metade do filme) e nem comentar: "nossa, que filme triste!".
meu marido também é assim, esses dias ele estava lendo "Marley e Eu" e toda hora ficava com os olhos inchados, cheios de lágrimas.
E aqueles filmes que, depois do fim, ninguém sai da sala do cinema, está todo mundo chorando. Filmes como "O sexto sentido", "E. T.", "A lista de schindler", "Em algum lugar do passado", etc. Porém, alguns desses filmes só fazem efeito na primeira vez, no momento em que os segredos são contados, depois as emoções não são as mesmas.


Mas eu não fui sempre assim. Quando era pequena me emocionava com algumas situações, filmes ou histórias, mas não deixava meus pais perceberam, sempre tentava reprimir essas emoções. Minha mãe não aceitava muito isso, sempre dizia; "Pare de ser chorona, que bobagem, você chora para tudo!". Não porque ela é um a pessoa insensível, mas acho que é mais resistentes a certas emoções. e se tem uma coisa que ela realmente não gostava era de pessoas deprê, sempre se lamentando e reclamando. Talvez por causa do seu jeito se ser, extremamente otimista e alegre, sempre rindo, achando tudo maravilhoso e que tudo vai dar certo.
Mas as emoções que sentimos com as historias não tem muito a ver com o estado de espírito das pessoas, são sensações momentâneas causadas pela empatia que sentimos com os personagens e os casos contados.

Eu percebo que os meus olhos se enchem de lágrimas quando falo das conquistas dos meus filhos, quando conto historias engraçadas da família, quando ouço certas músicas que tocam no fundo da alma, etc. São momentos em que me emociono por fatos alegres, por experiências passadas ou pela beleza das coisas.
Eu entendo que as emoções nunca devem ser reprimidas, devemos expressar aquilo que sentimos, sem sentir vergonha por isso.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

De bom humor




Eu reparei que o nosso humor influencia muito a maneira como encaramos o mundo.
Depois de uma semana "heavy", de stress e mal humor, devido a vários problemas pendentes, mantive o estado deprê por alguns dias, mesmo sem motivo (gato escaldado...).
Depois que vi que algumas coisas não tem jeito, não conseguimos mudar ou são assim mesmo, então percebi que devia acordar e agradecer, enfrentando o dia de bom humor, por pior que fosse o problema, eu ia olhar e pensar: poderia ser pior, ou encaro de frente e resolvo, ou deixo pra lá, se der para resolver. Então decidi que ia passar o dia todo sem me preocupar com coisas que não tenho como resolver no momento e deu certo.


Logo cedo já resolvi dois problemas que pareciam ser muito complicados, depois consegui vaga para estacionar com facilidade, mesmo após o almoço, quando o estacionamento fica mais cheio.
E assim passei o dia todo, encarando a vida como uma missão fácil de ser cumprida, com bom humor, sem encontra dificuldades em coisas simples, achar pêlo em casca de ovo.
E isso não é lição de livro de auto-ajuda, é a mais pura verdade. Eu tenho uma amiga que é super simpática e que sempre encarou a vida com bom humor. Certo dia descobri que ela enfrentou dificuldades que eu nunca imaginei, ainda mais vindo de uma pessoa tão bem humorada. Aí perguntei: "Como você consegue estar sempre de bom humor, mesmo após os problemas que enfrentou?"A resposta foi: "Ao acordar, todo dia eu agradeço e falo pra mim mesma, esse dia vai ser ótimo, que dia lindo, que dia maravilhoso!"
E eu descobri que isso dá certo, é só fazer, é só controlar a minha mente perturbada e lembrar, sempre, que a vida é uma só e que devo viver ao máximo cada momento sem me preocupar com coisas que não posso mudar, sem me preocupar com o futuro. sem ligar para o que os outros estão pensando ou me culpar pelo passado.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sem fazer nada


Aqui chove sem parar. E não tem coisa melhor do que ficar dentro de casa sem fazer nada, assistindo filmes inocentes (ontem eu vi Briget Jones), lendo, montando quebra-cabeças, fazendo uma comidinha gostosa, beber um bom vinho, bater papo.
Assim tenho passado os últimos dias, ao lado das pessoas que amo. Depois de matar a saudade na casa da sogra, da mãe e da filha vim ficar sem fazer nada na minha casa.
Os compromissos acabaram e agora é só esperar o Natal. É verdade que os preparativos para as festas costumam me estressar, mas esse ano somos só nós, então não preciso fazer uma ceia tão elaborada.

O corre-corre para comprar presentes quase acabou, ainda faltam alguns, mas com essa chuva eu não tenho vontade de sair de casa (sou feita de açúcar, derreto na chuva..eheh).
Estou escrevendo direto do sofá e sem fazer nada que utilize muito o cérebro. Pretendo ficar assim por algum tempo, até o início de março.
Vou ler bastante, aproveitar as horas livres para relaxar, voltar a caminhar e a fazer ioga. Tomar novamente as rédeas da minha vida, me preparando para uma nova etapa, um novo ano.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Momentos de felicidade




Que saudades do meu pai...
Hoje vi umas fotos minhas de quando era pequena e reparei como o meu filho mais velho se parece com ele.
E o meu pai é o meu ídolo, minha inspiração, aquele me lembra tudo o que sou hoje.
É claro que ele não foi o único a colaborar com a minha formação, mas ele foi muito importante para mim, nossa ligação é forte, nosso relacionamento é ímpar, nossa relação é única.
Apesar das bizarrices de meu pai, eu acho ele incrível, apesar de tudo o que fez de errado, eu acho ele o máximo.
Até hoje é o meu companheiro das convesas, das bebedeiras e dos momentos divertidos.
as pessaos dizem que quando a gente casa, dizem que escolhemos alguem parecido com os nossos pais.
Talvez seja esse o motivo pelo "entrosamento" que tenho com o meu marido.
Nós somos companheiros em tudo, na alegria, na tristeza, nas festas, nos almoços (quando ele nao diz o que quer comer no proximo domingo, eu fico perdida), nos momentos difíceis, na torcida pelo time vencedor (quase, nem sempre é assim!), nas conqusitas, nas lutas, nas facilidades e nas dificuldades.
Depois de relembrar o passado, ver nossas fotos, a cada dia eu me sinto mais confortável com a situação atual, mais feliz por estar casada com a pessoa que pessoa que escolhi para viver o resto de minha vida.
E, mesmo que eles não leiam o que escrevo ( meu pai e mau marido), eu posso dizer que eles são os homens que me inspiraram a ser quem eu sou.



E assim, somados aos demais homens que completam minha vida, Alê e Dante, além dos agregados, Fernando (meu filho mais novo, mais novo no sentido de que é meu filho por apenas 2 anos, eheehh) e o Atilla (que faz minha filha feliz e isso quie o que mais importa).




sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Meu carro velho


Me desfiz de mais um problema, consegui entregar o meu carro, depois da novela da transferência de estado. Aos poucos as coisas vão se resolvendo, as provas do mestrado, o trabalho que tenho que apresentar, os documentos do carro....



Foi o último vestígio da minha origem, último sinal que me lembrava de onde eu vim, tadinho, agora ele está com placa nova e em mãos de terceiros.

Já se foi, mais um que ficou no passado. E ele sobreviveu ao coco da Bibi, aos vomitos dos bêbados (não eu, os outros que usaram o meu carro..ahah), o xixi do Dante, os restos de comida do drive-thru do McDonald's, as coca-colas caídas no banco, as viagens BSB-SP, os namoros do Alê, as viagens Riacho Fundo - Asa Norte, as viagens ao Guarujá, Peruíbe e Ilhabela, a viagem de caminhão cegonha, os quatro meses parado na garagem, as frutinhas que cairam sobre o capô e deixaram suas marcas para a eternidade (só pintando de novo pra sair....sihihihih), os 100.000 km rodados nesses 5 anos de vida (até que não foi muito).
Até mais, a gente se vê por aí. Seja feliz com seu novo dono, rode bastante, divirta-se!