sábado, 29 de novembro de 2008

Morte, reencarnação e culpa



Ontem o meu filho de 7 anos me falou que tem medo de morrer. É difícil lidar com uma situação dessas, explicar que isso é bobagem, afinal, todos temos medo da morte. Eu reparei que os nossos medos estão sempre relacionados à questão da morte. E o medo que temos de morrer nada mais é do que o medo de enfrentar o desconhecido, de abandonar tudo o que temos aqui, que é familiar, confortável, amigável e partir para uma situação que desconhecemos completamente. Alguém já morreu e voltou para nos contar como é do lado de lá?
Eu não sou religiosa, mas sei que existem milhares de versões sobre a vida após a morte. Mas é preciso ter fé para acreditar em algumas versões apresentadas, é preciso acreditar sem muitos questionamentos. Eu admiro quem é assim, pois algumas teorias não fazem o menor sentido para mim.
Se é verdade ou não, para mim a melhor teoria é a da reencarnação, me sinto mais a vontade sabemos que vamos e voltamos várias vezes até aprendermos as lições. Acredito no Carma, que me parece bastante razoável, pois vemos coisas difíceis de explicar, pessoas em situações muito complicadas. Acredito que pagamos pelas coisas erradas que fazemos ao demais, aí entra uma questão que sempre pergunto: o que é certo e o que é errado?


Eu digo isso porque cada cultura tem o seu parâmetro, para algumas culturas podemos matar os outros em nome de Deus. E como fica a questão do carma? Ela vale para todos?
O inferno está dentro de cada um, se eu acredito que fiz uma coisa errada fico me punindo por isso, vivo o meu inferno pessoal. E quando a minha cultura permite que eu faça coisas consideradas absurdas de modo geral, então não vou achar que cometi um erro, não vou me punir por isso e não viverei meu inferno pessoal. É complicado.


A culpa é, para mim, o pior dos sentimentos. Ela corrói por dentro, desgasta, envelhece, tira o brilho da vida, é o policiamento de nossas ações, a tropa de elite da nossa mente. E o pior é que nem sempre podemos voltar atrás e corrigir o erro, só nos resta não fazê-lo de novo.


E se o erro é para a vida toda, como na educação dos filhos? Preparar uma pessoas para a vida é uma missão muito difícil, ainda mais quando não vivemos tempo suficiente para conhecer tudo e saber de tudo, afinal, estamos sempre aprendendo e a vida é uma experiência contínua. Então eu penso que a solução é não se culpar e partir para a próxima levando as lições que aprendemos e tentar fazer o melhor possível enquanto estamos aqui, afinal, nao sabemos como é do lado de lá.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Independência



Os filhos crescem, caem quando começam a andar, amadurecem (alguns não), saem de casa ou não. Ser independente é uma conquista, não basta crescer para poder viver sozinho. Os meus filhos, que moram comigo, são um pouco independentes. Trabalham, usam seu dinheiro para comprar as suas coisas, viajam, estudam, mas ainda não tem condições de morar sozinhos. Mas são condições financeiras, que podem ser superadas quando ganharem mais dinheiro.

Mas a independência não é só isso, é preciso ter maturidade para assumir essa postura e enfrentar o mundo real longe da saia da mãe sem ficar pedindo socorro. É preciso abrir mão de coisas que gostamos, saber gastar e economizar, saber enfrentar as dificuldades da convivência com o parceiro e a saudade da comida da mamãe (o que não é o meu caso..eheh).

Eu pedi socorro milhares de vezes, posso dizer que somente depois de muitos anos de casada consegui respirar aliviada e dizer que sou independente. Depender dos outros, mesmo sendo os pais, me faz sentir com o "rabo preso", parece que estou devendo favor, mesmo que sejam favores feitos de coração. Cada um tem a sua vida, suas necessidades e suas prioridades.

Agora que estamos longe eu sinto falta da família, dos almoços de domingo, das brigas familiares, dos jantares, das festinhas de aniversário, dos finais de semana na casa da sogra e tenho certeza que eles sentem nossa falta. Meu filho mais novo não se beneficia crescendo longe das avós, sem tios, sem parentes e sem os laços familiares que tanto agregam à nossa formação.


Hoje eu posso dizer que somos independentes e que estamos vivendo sozinhos, sem influências e sem interferências, mas também sem o apoio e o afeto da família.

Vivendo longe de casa dependemos de nós mesmos e não podemos contar com aqueles que estão distantes.Viver longe de casa nos torna mais unidos, mais íntimos, mais cúmplices, mais responsáveis, mais próximos e mais solidários.

domingo, 23 de novembro de 2008

Familia da mamma



Famílias de italiano são todas iguais. Me desculpem os demais descendentes de italianos, mas filmes como "O poderoso chefão" e "Parente é serpente" retratam muito bem as relações familiares daqueles que descendem de famílias italianas. Eu concordo que nem todos os nossos inimigos acordam com uma cabeça de cavalo morto na cama, mas questões como a religiosidade - extremamente católicos e cheios de rituais - falar mal dos outros, reclamar de tudo, questionar tudo, brigar e ser alegre ao mesmo tempo, rir, cantar, parodiar, dramatizar, comer, beber, reuniões familiares,rezar em latim, macarrão feito em casa, molho de tomate, pizza, vinho, tiramissú, pão feito em casa, manjericão, orégano, primeira comunhão, alegria, tristeza, tragédias, mamma, nona, nono, babo, , são coisas típicas de famílias italianas.

Eu me lembro da casa da minha nona: a mesa de jantar com mais de 20 lugares para abrigar todos os filhos genros e noras, os raviolis secando na mesa do escritório, todo mundo falando mal dos Caratim ou dos Bertoni que não estavam na mesa (a gente falava mal do primeiro que saía, então ninguém queria ir embora antes dos outros), meu nono resmungando, minha nona fazendo quebra-cabeças, o cheiro molho de tomate fresquinho com azeitonas pretas e louro, as brincadeiras com os meus primos, era muito divertido.

Todas as festividades religiosas eram comemoradas na casa deles, com todos os parentes. Natal e Pascoa, com direito à missa e depois aquela comilança. Como eu era criança, me lembro bem das brincadeiras com os primos. Mas, o fato de reunir todos em volta da mamma é inconfundível. Depois que meu nono morreu as reuniões acabaram, tem primos que nao vejo a tanto tempo que não reconheceria a cara deles hoje. As famílias foram cada uma para as suas casas, parece até que se livraram das reuniões na casa da mamma.
Como eu era filha única (meu irmão nasceu quando eu já tinha 11 anos) eu sempre senti falta desse intercâmbio familiar.



Agora, com 4 filhos, 2 genros e 1 nora, espero que a casa da mamma seja aqui. Vou colocar os raviolis para descansar, brigar, rir, chorar, fazer drama, fazer quebra-cabeças. Sejam bem vindos à casa da mamma.

Porto seguro


Ontem fui a casa de uma amiga, próxima do aeroporto. Ver os aviões chegarem em Brasília me lembrou da sensação de voltar para casa, do alívio de estar aportando em um lugar seguro. O saudosismo típico de alguém que volta para casa depois de uma longa viagem ou de alguns dias longe da casa. É, eu viajei muito esse ano, e, tem coisa pior do que chegar de avião em Congonhas? Depois do acidente da TAM a situação piorou. Meu medo de descer no meio dos prédios e a pista curta, só quem tem coração de aço pode aturar tantas sensações a bordo de uma avião rumo ao aeroporto de Congonhas. No meu último vôo, ficamos rodando sobre Araraquara por cerca de 1 hora por causa de um deslizamento na pista devido à chuva intensa. Eu já imaginei, na minha mente perturbada, o avião caído sobre a Av. Bandeirantes, milhares de pessoas gritando por socorro...



Nada disso, foi um deslizamento light, ninguém se feriu e o avião não caiu na avenida, mas foi o suficiente para eu ter umas 3 dores de barriga (com direito a usar o banheiro) e quase bater na porta do motorista e pedir que ele descesse em Cumbica. O senhor ao meu lado, que parecia o Alan Greespan, me deu passagem umas 3 vezes no período de uma hora para eu ir ao banheiro. Bom, pelo menos não precisei tomar Activia.



Mas a sensação que sinto ao chegar em Brasília é sempre a mesma: a segurança de uma pista longa e segura no Mastercard em 3 vezes sem juros.... estar voltando para a minha casa, meu porto seguro, meu cantinho ...não tem preço!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A cara do dono


Eu sempre achei interessante aquele ditado que diz que o cachorro é igual ao dono. Por causa disso fico reparando nos casos que vejo aqui na quadra. Afinal, a melhor forma de fazer amigos em Brasilia é ter um cachorro, pois enquanto passeamos com o bichinho podemos conversar com os donos dos outros bichinhos e testar se o ditado é verdadeiro.
E eu digo que é. Não só no comportamento, mas até na feição, os donos parecem ser similares aos do cachorros.
Tem uma cara que tem um cabelão comprido e da mesma cor do pêlo do cachorro, parece que o cachorro é filho dele. Os bad boys costumam ter cachorros invocados, como os pit bulls. As madames tem cachorinhos peludos, fofinhos e bem tratados. Tem alguns que usam sapatos e unhas pintadas.
No meu caso, acho que a minha cachorra parece um pouco comigo e um pouco com a minha filha, que cuida mais dela, é a mãe, eu sou a avó. Primeiro que ela é baixinha (eu nao sou alta), tem cor castanho claro avermelhado (meu cabelo tb), é brava ( eu tb e a Bah, nem se fala), é gordinha (shiiii!!!), adora passear, mas é preguiçosa, dorme o dia todo ( a Bah é assim, eu não, ahaahh).
Aí eu fico pensando, porque não comprei um galgo, magro, alto e esbelto?
Preciso rever meus conceitos.
Mas ela é linda e meiga e tem gente morrendo de saudades dela.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Hoje é uma segunda-feira chuvosa, típico clima paulistano em Brasília e eu estou de bode. A vontade é de ficar na cama, mas o dever chama. Depois de diversas arrumações na minha casa, (domingo acordei com macaca, arrumei a casa toda) acordei e não vi meu remédio.


Resultado: não tomei e fiquei o dia todo feito zumbi, mais morta do que viva. Isso, somado aos resíduos do álcool do final de semana e o dia cinzento formam um perfeito dia de bode. Deviam oficializar isso: segunda-feira é o dia oficial do bode. Vou propor um projeto de lei aos nossos ilustres deputados . Com o dia do bode oficializado não precisamos chegar cedo ao trabalho e, se o bode for grande, nem precisamos ir trabalhar. Isso ia evitar muito trabalho de má qualidade, gente mau humorada atendendo os clientes e vários outros problemas decorrentes do efeito do bode da segunda-feira.
Se os gestores das empresas percebecem isso, já teriam insitutido. Já pensou ser atendido por uma atendente de telemarketing de bode? Ir ao um dentista de bode? Ser parado por um guarda de transito de bode? Pensem nisso, a segunda-feira de todos podia sem bem melhor.


domingo, 16 de novembro de 2008


Uma frase que me fez refletir ontem: "nós somos uma pessoa só, agora não estamos conversando estamos pensando em voz alta". Quem me disse isso foi o Ronaldo, e eu concordo, pois a nossa sintonia é de assustar. E sempre foi assim. Quando falam que os opostos se atraem, não sei se é verdade, considerando essa sintonia que existe entre nós. É claro que não concordamos com tudo, discutimos muito, mas de modo geral desejamos as mesmas coisas e na mesma hora.
Talvez porque, de certa forma, crescemos juntos. Conheci o Ronaldo quando tinha 15 anos e ele, 14 anos. Estamos juntos até hoje, com 22 anos de casados e mais 3 de namoro. Ficamos morando separados por 4 meses, ele em Brasília e eu em Santo André, quase enlouquecemos.
E quando Liz Gilbert diz em seu livro que a separação é como amputar um membro, eu acredito. Quanto mais tempo ficamos juntos, mais dói a separação. Espero que não precise passar por isso, pode parecer apego, mas o Ronaldo realmente me completa. Me sinto segura ao lado dele. Fico feliz quando ele chega e fico ansiosa quando ele demora.
Fazemos quase tudo juntos, dividimos tudo, brigamos, brincamos, damos risadas, bebemos, comemos, jantamos, dormimos, viajamos, reclamamos, somos felizes, juntos.





quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bruxinhas



Eu conheci várias bruxinhas durante minha vida. A primeira e a mais importante teve muita influência na minha vida. Era a minha avó. Ela não era uma bruxinha no sentido de velha rabugenta com verruga no nariz, era uma bruxinha no sentido de conhecer profundamente a natureza e os sentimentos humanos. Ela seguia seus instintos e se guiava pelos ciclos da Lua. Reparava em tudo o que acontecia a sua volta, sabia se ia chover ou fazer sol, se ia esfriar, se ia chegar visita. Supersticiosa até os ossos, ela adorava uma simpatia e um ditado popular: "Neblina baixa, Sol que racha"ou "céu pedrento é chuva ou vento". E era batata, tudo o que ela falava acontecia. Se caía uma faca de ponta no chão, era sinal de briga; se a visita não ia embora, era só colocar uma vassoura atrás da porta.
Certo sábado tranquilo, sentada na varanda ela me disse: "Seu irmão vai nascer, de hoje não passa." E eu pergunte: "Como você sabe, vó?"


Ela respondeu: "As Luas, já se passaram nove Luas." Na madrugada daquele dia meu irmão nasceu. Na época não entendi o que esse papo de nove Luas, só depois fui entender isso. Só muito tempo depois descobri esse dom da minha avó.
E tudo o que ela sabia era conhecimento adquirido da vida, observando a natureza, colocando a mão na massa e mexendo o dia todo na terra. e que mãos!! Tudo o que ela plantava brotava. Se estava sem vida, ela dava vida. Era a vó Tistu. (Tistu = menino do dedo verde - livro que li quando tinha 10 anos, onde ele colocava o dedo nascia uma planta).


Antes do modismo, eu já comia rúcula do seu quintal, fresquinha e picante, deliciosa!
Mesmo quando não tinha espaço ela dava um jeito e fazia uma horta nos vasos do quintal. Plantava rúcula, agrião, alface, salsinha, cebolinha e outras.
Eu sinto saudades da minha avó, que me bajulava, me tratava com muito carinho e sempre me dizia: "você é minha neta predileta!"


Todos nós sentimos medo. Medo de ladrão, medo de barata, medo de escuro, medo de avião, medo da morte, medo de altura, medo de engordar, medo de namorar, medo de arriscar, infinitos medos que não daria para listar aqui.
Não sou especialista no assunto, mas acho que os nossos medos estão relacionados às incertezas que temos quanto ao futuro e ao desconhecido.
Quando eu era criança eu tinha medo do escuro e do sobrenatural. Apesar das conversas de comadre que me rondavam e alertavam sobre ladroes e outros tipos de bandidos e catástrofes, eu tinha medo mesmo era de fantasmas , espíritos e demais formas sobrenaturais que sondavam a minha imaginação durante à noite. E que imaginação, digna de um roteiro de Wes Craven ou uma estória Stephen King, de deixar arrepiado o Fred Kruger.


Na minha fértil imaginação tudo podia acontecer, tudo era possível e eu sempre era a protagonista daquela estória de terror.
Eu via fantasmas de todos os tipos, ouvia sons assutadores e qualquer barulho era suspeito. E quando ventava ou chovia, a coisa ficava pior. Aquele barulho dos ventos uivantes me carregavam para cemitérios abandonados cheios de almas penadas que queriam me pegar.
Mesmo quando dormia no meio da minha mãe e meu pai, as vezes eu não conseguia "pregar"o olho a noite toda. Quando não tinha a sorte de conseguir autorização para sair da minha cama, ficava tão tensa que acordava com dor nas pernas.
Atualmente isso parece estar resolvido. Mas isso demorou para melhorar, mesmo depois de adulta ainda sentia medo de coisas inexplicáveis. As vezes sentia uma sensação ruim, como uma energia negativa que me rondava.

Certa vez em Atibaia, fiquei cerca de uma semana sem dormir a noite, só dormia a tarde no jardim da casa. A sensação dentro da casa era horrível, como se estivesse sendo vigiada. Depois de comprar tranquilizantes, consegui dormir.
Outro fato interessante foi quando visitei uma casa que estava para alugar. A casa era muito bonita, bem localizada, mas, ao entrar, senti na hora uma energia ruim. Assim como em Atibaia, senti como se estivesse sendo vigiada ou seguida. E o meu pai, que estava comigo, sentiu a mesma coisa. Fomos embora da casa com a sensação de que ela era realmente mal-assombrada.
Como não sou médium, não posso determinar isso, mas a nossa visita aquela casa certamente daria uma boa estória de terror se somada a minha imaginação fértil de criança assustada. Mas agora sigo o exemplo de uma escritora famosa: não se assuste, não busque motivos para ter medo daquilo que não existe e crie motivos na sua mente para sentir medo. Traduzindo: não ache pêlos em casca de ovos. Esse é um dos caminhos para ser feliz.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008


A casa da gente é única. É o lugar onde nos sentimos a vontade, onde podemos descansar, um porto seguro depois de um dia cansativo.
Por isso, a nossa casa deve representar tudo aquilo que somos em cada objeto e cada cantinho. Não precisa ser grande ou luxuosa, precisa ter uma identidade e um toque pessoal que traduz a nossa personalidade.
A casa da minha mãe é um exemplo disso. Cheia de quinquilharias por todos os cantos, tapetinhos, quadros, almofadas, flores naturais e artificiais num arranjo de assustar qualquer decorador. Mas é um dos lugares mais aconchegantes que conheço. Basta entrar e sentar no sofá para bater aquela preguiça, aquela vontade de ficar pra sempre. É isso que representa um lar, um local de energias positivas onde a gente se sente em casa.
Quando vim para Brasília não tinha quase nada no apartamento, os espaços pareciam maiores, quase sem móveis. Aos poucos fomos marcando o nosso espaço. Compramos um sofá, mesa de jantar, penduramos quadros na parede, colocamos luminárias nos cantos com luz indireta e o espaço começou a tomar forma.

Quando eu chego em casa me sinto a vontade, não quero mais sair. Adoro ficar na poltrona do canto do quarto lendo, escrevendo e estudando. O sofá da sala é um convite à preguiça e basta abrir a janela para entrar em contato com o imenso jardim do lado de fora.
A visão ampla que temos do horizonte, vemos a chuva chegando, as nuvens, os lugares distantes e a paz que emana das paisagens arborizadas e calmas dos locais inabitados.

Nas estantes eu guardo livros, recordações dos lugares que visitei, lírios da paz, orquídeas, violetas, samambaias....nas paredes tenho quadros, máscaras, panos indianos, no sofá, almofadas.
Na cozinha guardo meus utensílios de cozinha ( e eu gosto de cozinhar!), evas aromáticas nos vasinhos ao lado do fogão, especiarias, que eu adoro, como curry, açafrão, páprica, pimenta, etc.
Se nós parecemos ursos, sempre enfiados dentro de casa, pode ser. Mas assim é a minha casa, um convite ao não fazer nada, ao relaxamento e à paz (menos em dias de revolta na Faixa de Gaza..eheh).

domingo, 9 de novembro de 2008

Mau humor



A pior coisa do mundo é o mau humor. Sexta-feira eu estava a ponto de explodir de tanto mau humor, se tivesse um bazuca acho que faria um estrago (ainda bem que não dão bazucas para qualquer um..eheh).
Passada a crise e, só depois para perceber o estrago, pude lembrar como isso é chato, como o mau humor atrapalha a vida de qualquer um. Parece que o planeta conspira contra a gente, tudo dá errado, as pessoas parecem que vão morder a gente, é horrível. Mas na verdade somos nós que mordemos as pessoas e conspiramos contra o planeta. É como se uma nuvem negra nos acompanhasse por todos os lugares....
Quando estou feliz, de bom humor e de bem com a vida, naqueles dias em que acordo achando tudo lindo, as coisas são bem diferentes. Parece que existe um magnetismo pessoal que todos reparam, parece que tenho um brilho especial que todos notam. E nesses dias eu me sinto mais bonita e mais energizada.
E porque não é sempre assim, porque não tenho o controle das minhas emoções? Parece fácil falar, mas difícil de aplicar. Quando dou conselhos a alguém que está deprimido sempre falo que devemos manter o espírito em alto astral, manter o humor para cima, mas eu sei muito bem que não é tão simples assim. Nas fases ruins é muito difícil sair do buraco, as vezes precisamos pedir ajuda. E as pessoas não gostam de gente chata, mau humorada e triste. Aí fica difícil contar com o apoio das pessoas. Mesmo as pessoas mais próximas parecem se afastar nessas situações. É como se dependessem do nosso bom humor para captar energias. Como se fossem vampiros em busca de energias boas para sugar ou simplesmente compartilhar.

E quando paro para pensar eu percebo que também sou assim, que nem sempre tenho paciência com "frescuras" e "chatices"de pessoas deprê, que também preciso de pessoas alegres a minha volta para me energizar, mesmo sabendo que também tenho crises de chatices e que já passei por fases difíceis.
Parece que somos todos iguais.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sumiço




Eu sumi....
A culpa é do vírus que infectou o meu computador.
Tive de formatar, o que me custou alguns dias sem o micro.
Mas agora está tudo bem, ele está curado.

Tudo resolvido, doentes curados, programas instalados, estou novamente no pedaço.
Como o dia foi cansativo e o assunto do momento na minha vida ainda é o aquecimento solar (até sonho com isso), pensei em falar de mudanças climáticas. Então lembrei de uma charge que vi em um seminário sobre ecologia, a ECO 2008, que aconteceu aqui em, Brasília.
Muito interessante, se a moda pega....

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Chuva!!!!


Chuva, finalmente, chuva! Não vejo a hora de começar a chover de verdade. Cadê a famosa chuva do caju? Os cajus já estão maduros e a chuva nem começou. Mas agora parece que ela veio pra ficar. Tomara que chova todo dia, de dia, de tarde, de noite. É tão bom ouvir o barulho das gotas batendo na janela, das ruas molhadas quando os carros passam, sentir o aconchego da nossa casa numa noite de chuva depois de um dia agitado.


O cheiro da chuva, da grama molhada, o vento frio batendo no rosto depois de um dia quente...a chuva de verão que cai de repente, os vendavais, as tempestades.
Chuva me lembra o litoral de São Paulo, especialmente a maravilhosa Ilhabela. Quantos dias chuvosos já passei naquele lugar! A chuva que não pára, que cai sem cessar o dia todo. O dia todo sem fazer nada, só olhando a chuva cair, sentido o cheiro da mata misturado com a forte maresia da ilha.
Agora é só esperar, não esquecer do guarda chuva e curtir esses dias chuvosos.

domingo, 2 de novembro de 2008

Comidinhas


Como hoje é domingo vou falar de comida. Depois de assistir um documentário sobre um francês que viajou ao Rio e come uma belíssima feijoada num boteco, não resisti e fui, ontem, comer feijoada. Regada a caipirinha e cerveja. Tudo natural e saudável, grãos de feijão, arroz, suco de cevada, suco de limão com cana-de-açúcar (praticamente suco de 2 frutas misturadas), couve, laranja e farofa. Esqueci da carne de porco....
Bom, é claro que depois da farta refeição bateu um sono digno de um urso na fase de hibernação. Ainda mais com uma temperatura de 35 graus e o sol intenso que fazia ontem.
Ontem eu realmente trouxe o bode para casa...e ele ficou ao meu lado até as 10 da noite.
Preciso lembrar de deixar o bode do lado de fora..eheheh
Mas é muito bom, né? E eu adoro ficar num boteco tomando cerveja e comendo petiscos, principalmente aqueles super calóricos, como bolinho de bacalhau, linguiça, batata frita. Ainda bem que ultimamente não tenho praticado muito esse esporte.
Bom, preciso me lembrar de focar nas coisas que realmente quero, preciso lembrar da ultima mensagem que postei, e uma das coisas que quero é não comer feito uma louca até explodir.
Tenho que me lembrar de dar preferência aos alimentos mais saudáveis. Outro dia fui com o meu filho e meu marido a uma casa de sucos super charmosa que tem aqui na quadra. Tomamos suco de laranja, caju e banana (delicioso), comemos sanduiche natural com salada e de sobremesa dividimos um açaí.

Deveria ser sempre assim, mas, como não sou de ferro e gosto de comer bem, já estou programando um churrasco para o proximo final de semana.
Bom domingo pra vocês e não abusem das comidinhas!!