quinta-feira, 13 de novembro de 2008



Todos nós sentimos medo. Medo de ladrão, medo de barata, medo de escuro, medo de avião, medo da morte, medo de altura, medo de engordar, medo de namorar, medo de arriscar, infinitos medos que não daria para listar aqui.
Não sou especialista no assunto, mas acho que os nossos medos estão relacionados às incertezas que temos quanto ao futuro e ao desconhecido.
Quando eu era criança eu tinha medo do escuro e do sobrenatural. Apesar das conversas de comadre que me rondavam e alertavam sobre ladroes e outros tipos de bandidos e catástrofes, eu tinha medo mesmo era de fantasmas , espíritos e demais formas sobrenaturais que sondavam a minha imaginação durante à noite. E que imaginação, digna de um roteiro de Wes Craven ou uma estória Stephen King, de deixar arrepiado o Fred Kruger.


Na minha fértil imaginação tudo podia acontecer, tudo era possível e eu sempre era a protagonista daquela estória de terror.
Eu via fantasmas de todos os tipos, ouvia sons assutadores e qualquer barulho era suspeito. E quando ventava ou chovia, a coisa ficava pior. Aquele barulho dos ventos uivantes me carregavam para cemitérios abandonados cheios de almas penadas que queriam me pegar.
Mesmo quando dormia no meio da minha mãe e meu pai, as vezes eu não conseguia "pregar"o olho a noite toda. Quando não tinha a sorte de conseguir autorização para sair da minha cama, ficava tão tensa que acordava com dor nas pernas.
Atualmente isso parece estar resolvido. Mas isso demorou para melhorar, mesmo depois de adulta ainda sentia medo de coisas inexplicáveis. As vezes sentia uma sensação ruim, como uma energia negativa que me rondava.

Certa vez em Atibaia, fiquei cerca de uma semana sem dormir a noite, só dormia a tarde no jardim da casa. A sensação dentro da casa era horrível, como se estivesse sendo vigiada. Depois de comprar tranquilizantes, consegui dormir.
Outro fato interessante foi quando visitei uma casa que estava para alugar. A casa era muito bonita, bem localizada, mas, ao entrar, senti na hora uma energia ruim. Assim como em Atibaia, senti como se estivesse sendo vigiada ou seguida. E o meu pai, que estava comigo, sentiu a mesma coisa. Fomos embora da casa com a sensação de que ela era realmente mal-assombrada.
Como não sou médium, não posso determinar isso, mas a nossa visita aquela casa certamente daria uma boa estória de terror se somada a minha imaginação fértil de criança assustada. Mas agora sigo o exemplo de uma escritora famosa: não se assuste, não busque motivos para ter medo daquilo que não existe e crie motivos na sua mente para sentir medo. Traduzindo: não ache pêlos em casca de ovos. Esse é um dos caminhos para ser feliz.

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