domingo, 29 de maio de 2011

Pompeia

Hoje deixamos Amalfi e seguimos pela estrada da Costa Amalfitana até Salerno, onde fomos em direção a Pompeia. Chegando em Pompeia, para não perder o costume, a gente sr perdeu, de leve.
Achei que teria uma multidão de turistas na bilheteria, mas estava tranquilo, pois entramos pelo anfiteatro e a maioria das pessoas chega de trem pela outra entrada. De cara, fiquei meio decepcionada, pois parecia que todas as atrações interessantes da cidade estavam fechadas para visitação, mas foi só impressão, pois, de repente, a cidade foi surgindo, casa por casa, com seus afrescos, jardins internos e muita história pra contar. É impressionante a complexidade dessa cidade e todas as coisas que os romanos já faziam antes do ano 79 a.C., ano da erupção do Vesúvio que matou 2 mil pessoas e cobriu a cidade de cinzas.
Lá é um dos poucos lugares no mundo em que podemos visualizar a vida comum dos romanos e não somente templos e monumentos.


Tem casas de banho, lavanderias, comércio, bordeis, as casa tem os fogões intactos e muitos objetos deixados para trás. O mais impressionante são os moldes dos corpos carbonizados, muitos em posição agonizante, como no caso de um cachorro.
Andamos muito e cada vez que batia um ventinho ele vinha carregado de poeira vulcânica com 2 mil anos de idade. Saímos de lá parecendo que saímos da obra, vermelhos do sol e com o cabelo duro de pó, mas foi muito gratificante.


Voltamos a Napoli para devolver o carro e, com certeza, não volto mais lá, achei sujo, confuso e muito subdesenvolvido, parece a Índia. Pegamos o trem para Roma, agora, já no finalzinho da viagem, percebi que estou cansada, querendo voltar para casa. Eu gosto mesmo é das cidades pequenas.

Location:Via del Mascherone,Roma,Italia

sábado, 28 de maio de 2011

Insights no salão de beleza

Assim como Orlando, eu também tenho diversas pessoas vivendo dentro de mim.As vezes, uma abafa a outra, a outra se sobrepõe à outra outra e asim por diante.
Hoje sou a Sandra no.1, amanhã posso ser a Sandra no.2 e até mesmo a Sandra no.1 de novo. Quando aparece a Sandra no.95 (raríssima, graças a Deus), é sinal de que a paz mundial será perturbada, pelo menos aqui em casa. Com a Sandra no. 95, a vida de todos aqui em casa vira um inferno e eu consigo causar um reboliço familiar semelhante a uma tsunami. Ainda bem que a Sandra no.95 está quase extinta.
Tem horas em que me torno uma pesoa séria e comportada, as vezes maluquinha, as vezes mãezona, sonhadora, apaixonada ou a Sandra no. 34, com raiva do mundo, quase totalmente punk (essa ficou em mim por alguns meses em 2010).
Qualquer médico diria que eu sofro de múltiplas personalidade, mas não é verdade. No fundo, todas elas são eu mesma, sob várias formas de ver e sentir. Eu sempre me vejo naquela música "mulher de fases" e tenho pena do Ronaldo, que não escolheu se apaixonar por mim, mas, por causa disso, tem que aturar todas as minhas fases, durante todos esses 24 anos e 11 meses. Se deu mal, vai ter que me aturar por mais uns 25 anos, pelo menos!
Agora que eu acordei desse sono profundo e mandei à merda a Sandra no. 82, volto a ser as Sandras mais corriqueiras (as nos. 1 e 2) e eventualmente qualquer outra que sugir.
Então, até a próxima, porque hoje é sábado e eu estou muito feliz, vou curtir a vida!