sábado, 29 de agosto de 2009

Bom dia Brasil, o dia do casório está chegando!

Em Brasília, 6 horas e quarenta minutos...da manhã!!!
É, "veieira" é uma merda.
De segunda a sexta é uma luta para acordar no horário, mas no sábado eu acordo com os passarinhos cantando.
Quem conhece o meu mau humor matinal deve entender a vontade que eu tenho de dar um tiro nesse passarinhos.
Depois dos pássaros vem o Sol forte na janela (o clima chuvoso paulistano já foi embora), pois a arquitetura modernista de Brasília não permitiu o uso de venezianas e a gente acorda com as galinhas.
E eu acordei pensando nos preparativos do casamento do Alê.
Ontem a Giselle me mandou um e-mail e assinou o sobrenome dele...não é fofinho? Ela já é esposa dele!
Coitada! ...ahahaah
E que ele é muito briguento e estressadinho, agora que está em SP ele briga conosco por telefone, por e-mail, por fax.
Eu fiquei pensando nas formas de segurar a ansiedade dele quando chegar o dia D.
Lembrei de uns remédios que tomei para a ansiedade, acho que vou sugerir.
O primeiro, o médico me disse que dava um pouco de sono. Fui trabalhar, tomei o remédio e acordei 3 horas depois dormindo sobre a prancheta, babando no projeto. Acho que não vai dar certo, afinal, ele não poderá dormir no altar.



O segundo que tomei, pois o primeiro não deu certo, era um pouco mais fraco, não dava sono. Mas eu ficava como um vegetal, não tinha forças nem para falar. Sentava no sofá e não conseguia me espressar. Se alguém me jogava um sapato, eu só balançava de lado, como uma folha de árvore ou um João bobo e voltada à posição inicial, sem demonstrar emoções, sem sentir raiva ou tentar revidar. Eu ficava chapadona, doidona, tudo era lindo. Também não deu certo para mim, eu parei de tomar e tive de aprender a conviver com a minha ansiedade. Pensando no Ale, acho melhor não, já pensou se ele não consegue dizer "sim" na hora H?



Bom, então não tem jeito, só resta o famoso suco de maracujá, melhor remédio caseiro contra a ansiedade.
Pelo jeito, considerando todas as pessoas estressadinhas da família (eu, Bah, Ronaldo, Camila, aqui até a cachorra é neurótica), teremos de levar uma jarra de 5 litros de suco de maracujá para a igreja. Isso sem contar a família da noiva que, segundo ela me contou, já estão na beira do ataque de nervos. Isso me faz lembrar um filme do Almodovar!
É, vida de mãe do noivo não é fácil.....

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Será a chuva do cajú?


Falar do tempo é coisa pra quem não tem mais nada pra dizer.
Mas eu estou intrigada com essa chuvarada em plena temporada de seca.
A famosa chuva do caju, temporais ao final da tarde, costuma chegar no final de setembro.
Agosto costuma ser um mês de clima seco, com a temperatura se elevando bastante durante o dia. Parece até que estamos na temporada de chuva, com dias nublados, chuvosos e frios, pois é assim que está o tempo aqui.
Quem diria, depois de chover em junho, volta a chover em agosto.
Não tivemos nem 3 meses de seca e a chuva do caju parece estar chegando.
Mas e o caju? Ainda não está maduro.....

sábado, 22 de agosto de 2009

Chuva, cachaça e feijoada


Já começou a chover em Brasília.
Para mim, isso é um fato inédito.
Desde que cheguei aqui, há exatamente 4 anos (hoje é meu niver de Brasília) nunca vi chover em Agosto.
Pelo visto esse ano está atípico, choveu em junho e em agosto.
Agora, o calor e a umidade faz parecer que estamos em Manaus, ficamos suando o dia todo.
Prefiro calor e seca.
Mas isso não nos impediu de sair para a nossa feijoada de todos os sábados, regada a cachaça e chopp.
Por causa disso ainda estou de bode.
Vida de cachaceira é fogo!

domingo, 9 de agosto de 2009

Paella do dia dos pais


já virou uma tradição aqui em casa fazer paella no dia dos pais. Primeiro porque o meu pai adora paella, depois porque o meu marido também. Aliás, eu aprendi a fazer paella com a avó dele.
Mas hoje eu consegui umas lagostas, a um preço razoável, mesmo morando a mil quilometros do mar. Aqui era difícil arrumar frutos do mar fresquinhos, mas agora está mais fácil
E é impressionante o gosto de maresia que sentimos comendo a lagosta! Já faz tempo que não sentimos esse cheiro ou gosto...
Bom, meu pai não estava aqui e ele é um ser desplugado, mas confio na minha mãe para mostrá-lo esse post.

E sei que ele adoraria comer essa maravilhosa paella feita por mim e meu marido, meu companheiro chefe de cozinha, pois sem ele a paella não tem o mesmo gosto.
Por isso, dedico essa paella a todos os pais, filhos, mães, tios irmãos e agregados que não puderam saborear essa deliciosa refeição conosco.
feliz dia dos pais!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


Discussões, discussões e mais discussões. É assim que prossegue o nosso grupo de trabalho essa semana.
É sempre assim, chega um novo integrante a discussão recomeça logo no primeiro item: aceitamos ou não aceitamos empreendimentos em locais com infra-estrutura completa? Vamos cobrar tratamento de esgoto? Creche? Gás canalizado? Coleta seletiva?
Cada um coloca a sua posição, a sua realidade, mas, num país tão grande, com tantas realidades, fica difícil chegar a um consenso.
Como pensar em soluções similares para Águas Lindas de Goiás e São Paulo? Como pensar em soluções similares para moradia popular e moradia para classe média e alta?
Por isso a discussão não acaba, é um tema muito complicado a ser estudado por pessoas que vivem diferentes realidades em seus locais de trabalho.
Ao mesmo tempo, são essas diversidades que acrescentam muito conteúdo ao nosso trabalho, prevendo situações diversas para as habitações desses cantos do Brasil.
É muito bom trabalhar com gente tão capacitada e participar de um projeto tão grande e tão importante e saber que vamos contribuir para uma mudança de atitude.
Espero que dê certo!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dia de faxina



Finalmente a minha casa estava limpinha hoje.
Depois de uma semana sem receber uma faxina de verdade, pois eu só dava uma varridinha, hoje cheguei do trabalho e senti aquele cheirinho de lustra móveis e fiquei contente.
Eu até gosto de cuidar da casa, de cuidar das minhas coisas, fazer comida para os meus filhos, meu marido, como as indianas da novela. Podia ter uma criada só para cortar os legumes e passar roupas, duas coisas que eu odeio. É muito bom fazer trabalhos manuais e não precisar usar o cérebro até explodir de tanto pensar (e depois sonhar a noite toda com as coisas não resolvidas e os assuntos que ficaram pendentes!).
É muito cansativo trabalhar 10 horas por dia (compensando as 100 horas que fiquei devendo por causa da greve), chegar em casa cansada e ainda ter que lavar roupa, limpar a casa, lavar louça, etcsssss.

Por isso a minha técnica de varrer o caminho, passar um paninho e tirar a sujeira somente dos locais onde os meus olhos podem ver é a melhor coisas para quem não tem tempo para limpar debaixo do sofá e atrás da cama.
Depois, com a casa vazia, ninguém para sujar além do poeirão de Brasília, fica mais fácil de manter a casa limpa, ao menos nos locais onde a vista pode alcançar.
Mas o maior problema é o banheiro. Primeiro o tem o Dante que não consegue acertar o minúsculo buraco da privada (aquele que tem 30 cm de diametro)e mija até nas paredes (desse jeito ele nunca vai conseguir jogar basquete!). Mesmo após a limpeza, depois de algumas horas, o banheiro lá de casa já começa a cheirar como o da rodoviária. E os cabelos, da Bah e os meus, compridos e que caem aos montes após o banho, escovas e chapinhas e, se não limpar logo, depois de dois dias tem mais cabelo no box do que chão do salão de beleza da Rose. Nesse caso, varrer só não dá, é preciso usar uma técnica mais sofisticada, tipo água, sabão, água sanitária, ácido sufulrico....
Até a Camila entrou na dança e passou a roupa para mim. Pobre Camila, vem visitar a mãe e é obrigada a passar roupa, limpar a casa, cuidar da cadela, fazer almoço, levar o lixo para baixo....
Sábado eu fiquei com a macaca e lavei até a cortina da cozinha, que
estava de uma cor não identificável (eu descobri que ela é branca!). Finalmente, graças a Deus, a dona Ritinha voltou e agora posso dormir tranquila, com as unhas pintadas, o cheiro de casa limpa e menos cansada.