sexta-feira, 31 de outubro de 2008

escolhas



A vida é feita de escolhas. Nós escolhemos o que vamos comer, o que vamos vestir, com quem vamos namorar. Escolhemos estudar ou não, trabalhar ou não, casar ou não. Mesmo quando as coisas acontecem sem planejarmos, isso é uma escolha: não pensar antes de fazer.
Se decidimos mudar de atitude diante das escolhas que fazemos para nós, temos de abrir mão de um antigo padrão para incorporar um novo padrão.
As vezes isso acontece por forças maiores, como nos casos de doença ou morte de pessoas queridas. As vezes somente porque decidimos mudar. Essa é a melhor parte: decidir mudar um padrão e assumir os riscos dessa mudança.

A príncipio podemos sentir um certo desconforto, afinal, mudanças causam transtornos por causa das alteraçoes de rotina e das novas práticas que devem ser assimiladas.
Quando me sinto fora de foco, desconectada com meus desejos e necessidades costumo parar para repensar, iniciar novas atitividades e redifinir a minha vida, escolhendo o caminho que devo seguir à partir daquele ponto. Uma coisa planejada, programada, até ser assimilada pela nova rotina. Isso sempre deu certo para mim.

Certa vez tirei férias só para me "reconectar"aos princípios que tinha sobre como deveria ser uma vida com mais qualidade. Durante quinze dias iniciei uma nova rotina que mudou a minha vida durante o ano todo. Comecei a me alimentar com produtos mais naturais, evitando alimentos industrilizados, inciei a prática da yoga, comecei a policiar meus pensamentos e mudar as atitudes em relação aos obstáculos e dificuldades que via nas tarefas do dia a dia.
Durante o ano todo mantive esse padrão e senti que foi uma reviravolta na minha vida, uma mudança radical e, o que é melhor, uma mudança interna.
Por motivos que não pude evitar, por novas escolhas que fiz, aos poucos, esse padrão foi se alterando, e, por várias vezes tentei novamente recuperar a força que conquistei com um exercício de determinação simples e eficiente.
Depois de seis anos me sinto desconetada novamente, necessitando parar para reabastecer, iniciar novas atividades (algumas já iniciei),paras para repensar padrões e hábitos que não agregam nada à minha vida.
Iniciar esse blog tem me ajudado a refletir sobre coisas, tem sido uma experiência interessante.
Uma maneira de me comunicar com as pessoas que estão distantes, de expor minhas idéias (as vezes confusas), meus anseios e sentimentos. É como um momento único e só meu, quando eu paro para me dedicar a escrever uma mensagem de apoio, carinho e cheia de histórias sobre a minha infância e minha família.

Percebi que todos passam por experiências semelhantes. E somente quando temos empatia com as pessoas e com as diversas situações que vivenciamos podemos nos sentimos como parte integrante de uma comunidade maior, de uma grande família que habita neste planeta.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Caminhos


Hoje eu li um blog muito interessante que fala sobre como nos relacionamos com o tempo: passado, presente e futuro. Que a nossa vida começa hoje, o ontem é passado e não pode ser modificado. E como você deve encarar cada dia como se fosse único, esse novo dia deve ser visto como "o primeiro dia do resto de sua vida".
Porém, o que você fez ontem reflete no que você é hoje. Lendo o artigo eu pensei em todas as coisas que fiz e deixei de fazer. Mas eu fiz muito mais do que deixei de fazer, com certeza. E os caminhos que trilhei, as escolhas fiz refletem o que sou hoje. Mas será que eu seria mais feliz por outros caminhos?

Quase nada que eu fiz foi planejado e, sem pensar, acho que vivo todos os dias como se fosse o último. Eu não tenho o costume de planejar muito. É claro que tenho algumas metas, que faço planos, mas sempre tive medo de me programar demais, pois nem sempre as coisas não saem como programei.
Mas é difícil imaginar tudo diferente. As pessoas que me rodeiam, que convivem comigo fazem parte do meu passado. Algumas são o motivo do meu presente ser do jeito que é e eu não conseguiria imaginar a minha vida sem essas pessoas.
Eu não me arrependo de nada do que fiz, tudo o que me aconteceu, planejado o não, bom ou ruim, teve um significado na minha vida e me transformou na pessoa que sou hoje.


Ser mãe na adolescência é muito difícil, as vezes eu não acredito que passei por isso de forma tão fácil. Eu consegui superar esses obstáculos que hoje me parecem complicadíssimos. Ao assistir Juno sabia exatamente o que se passava na cabeça daquela garota. E eu passei por isso e nem me lembro de ter sentido grande dificuldade, tudo isso passou como se fosse nada.
Depois ainda tive as gêmeas, fiz faculdade, trabalhei, aprendi a dirigir, aprendi a cozinhar. É claro que muitas pessoas me ajudaram e não posso deixar de agradecer a essas pessoas que me apoiaram e me ensinaram como lidar com coisas que não faziam parte da vida de uma garota de dezenove anos que só pensa em namorar, ouvir música, estudar, sair com os amigos, etc.


Meus filhos cresceram, são pessoas descentes, honestas e estão realizando suas conquistas pessoais. E mesmo sem saber exatamente como eu devia fazer as coisas, vendo hoje como eles são, acredito que fizemos (eu e o Ronaldo) um bom trabalho.
Agora temos uma nova missão, uma nova pessoa que está prestes a iniciar grandes vôos que, espero, sejam bem sucedidos.


Eu sempre falo para os meus filhos que todos nós já fizemos a coisa mais difícil que um ser humano pode fazer que é aprender a andar. Depois disso tudo é fácil, basta querer, se empenhar e se esforçar.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Calor insuportável!


Que calor!!!!E eu não costumo reclamar do calor, isso nunca me incomoda. Mas hoje foi insuportável, o ar condicionado não dava conta de resfriar os ambientes, a ponto de sobrecarregar a rede de energia. Faltou luz 2 vezes, o gerador começou a funcionar, mas perdemos nossos trabalhos (no computador), pessoas ficaram presas no elevador, enfim, típicos transtornos da falta de energia. Eu desci de escada (meus joelhos reclamaram dos 11 andares e do salto alto). Hoje foi o dia mais quente da história de Brasília desde 1961. Me falaram que a temperatura chegou aos 37 graus e sem sinal de chuva, nenhuma nuvem no céu. Acho que vamos derreter! Coitado do abacateiro que plantei no início da primavera, está pedindo socorro, precisamos regar todos os dias. Até as plantas que estão dentro de casa estão sofrendo com o calor. É o resultado do desmatamento, todos nós sofremos as consequências. E todos nós somos culpados. Todos nós comemos carne, todos nós consumimos muito, todos nós produzimos lixo e nem todos fazem a sua parte.


Voltando às minhas recordações (e eu adoro falar da minha avó) esse calor me lembra os finais de tarde no Guarujá quando a minha vó passava mal por causa do calor. Minha mãe enchia a banheira com água fria e mandava minha vó ficar "de molho" até melhorar.
Outra recordação que tenho do calor é de uma viagem que fizemos para Israel quando visitamos lugares onde a temperatura chegava a 42 graus. Eu me lembro de ficar à sombra das árvores tomando Coca-cola gelada, maravilhosa e de sabor inesquecível.
Com esse calor a única coisa boa nessas horas é uma piscina, uma praia de águas calmas e transparentes, a sombra de um coqueiro, água de côco gelada e tempo pra num fazer nada (ninguém merece vestir roupa e sapatos com esse calor!)

E as caminhadas na chapada, isso por que era inverno, se fosse no verão seria impossível. Após as imensuráveis horas de caminhada, de cerca de 12 km, a única coisa que parecia viva era o Dante que parecia um rádio quebrado falando sem parar. Ao final da trilha, além da sede e do calor, a única coisa que eu mais desejava era ver a entrada do parque, sinal de o viagem chegava ao fim.
Mas não tem coisa melhor do que uma caminhada difícil para esquecer do stress do dia a dia, pensar nas coisas que realmente são importantes para nós.



Mas, pior do que o calor é aturar a minha filha reclamando o tempo todo de tudo. É por causa do barulho, o xampu que não deixa o cabelo liso, o fio de cabelo que enrola ou fica arrepiado, a roupa que está manchada, a hora de acordar (tb ela acorda às 6 e fica fora o dia todo, tadinha!), a bagunça que o Dante faz no banheiro, não sei quem ela puxou!!!
Mas a vida é assim, um dia você reclama do calor, no outro reclama do frio, reclama da chuva, reclama do sol, reclama do governo, reclama dos filhos, reclama da vida....
E eu sei disso proque quando morava em SP reclamava que lá sempre chovia e fazia frio. Aqui em Brasília sempre faz sol e isso chega a ser irritante, não temos dias nublados pra curtir um friozinho com filme e pipoca. Meu pai quando me liga e fica sabendo que o dia está ensolarado e quente fica morrendo de inveja.


Mas reclamar faz parte do cotidiano comum de todos os seres humanos. Basta uma preocupação maior para perceber que existem coisas piores e que não adianta reclamar das coisas pequenas, temos mais é que aproveitar cada momento.
A gente só percebe isso depois que cresce, aí muita coisa já passou, muito tempo foi perdido com crises de humor, chiliques sem sentido, brigas e outras coisas bobas típicas de todos os seres humanos mortais e mais típicas ainda dos descendentes de italianos (tema que será aboradado outor dia, prometo).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uma coisa que eu achei muito interessante em um livro que li foi a definição das coisas com uma só palavra. No livro, a autora definia o espírito de uma cidade com uma palavra. E não é a definição que ela dava à cidade, mas a definição da coletividade, de tudo o que a cidade representa para aqueles que vivem lá, como se aquela palavra definisse tudo o que é aquele lugar.
Comentando com o meu marido chegamos a algumas conclusões: Brasília - a palavra pode ser "espaço" ou "monumental". Já São Paulo, na hora me veio a palavra "stress" ou "muvuca", claro, mas se pensar com carinho, São Paulo tem muitas coisas interessantes, lugares bonitos e oportunidades (eu amo o cento de SP, com seus prédios antigos e contrastes!) . Eu diria que a palavra para São Paulo é "oportunidade". Todos que mudam pra alá vão atrás de um sonho, de uma vida melhor, não sei se conseguem... Em todo lugar que você vai está acontecendo alguma coisa, algum evento, sempre tem gente nas ruas, você pode entrar num restaurante para jantar às 4 horas da madrugada e comer bem. Uma missão difícil, ainda maior quando estendida para as pessoas. Como definir tudo o que uma pessoa representa para o mundo com uma só palavra?
Mesmo porque eu penso que sou de uma maneira, mas o mundo me vê de outra maneira. Se definir com uma só palavra é um exercício de auto avaliação muito complexo, pois se avaliar com mil palavras já é complicado. É muito mais fácil definir palavras para os outros, julgar os outros, falar dos outros. Pensando nisso durante a noite eu arrumei palavras para definir todos os meus filhos (e eu tenho alguns), mesmo sabendo que eles podem não concordar com a definição que fiz deles. Contestador, carinhosa, amoroso, medrosa, insegura, chato, bonita, sorridente, inteligente, alegre, fofoqueiro, mentiroso, preguiçosa, distante, simpática, orgulhoso, metido, ativa, são só alguns adjetivos. Podemos também definí-los com palavras que lembram aquela pessoa, a sua essência ou aquilo que ela gosta de fazer, comer, etc, como chocolate, futebol, universo, jogo, música, amor, amizade, sonho... Ainda tem a questão do momento: momentos de raiva, tristeza, alegria, saudade, que fazem com que as definições em relação às pessoas que amamos pode variar. E em relação a nós mesmos nem se fala. E essa questão da palavra me deixou encucada o dia todo, pois eu vi como é difícil se avaliar e se ver pelos olhos dos outros. É difícil aceitar críticas sem se sentir ameaçado, é difícil não contestar tudo sem parar para pensar porque as coisas acontecem conosco de uma forma ou de outra, porque as vezes a vida parece tão complicada e as vezes tudo corre tão bem. E precisamos estar atento aos padrões, padrões de beleza que nos impõe, padrões de comportamento que vão além da nossa capacidade de ser diferente, de mudar. Cada um é único, tem sua personalidade, sua marca pessoal. Com tantas palavras no planeta, em tantas línguas variadas, pode ser que tenhamos palavras suficientes para definir cada um. Mas nós não somos parte de um dicionário, nós somos sujeitos a chuvas e trovoadas, dias ensolarado e cada experiência vai definir a palavra que somos naquele momento, pois não somos estáticos, somos únicos.






sexta-feira, 24 de outubro de 2008

surtos e manias


Quem nunca surtou na vida que fale agora ou cale-se para sempre!
Na minha família surtar é comum. E eu digo surtar no sentido de ter uma mania passageira (ou duradoura).
O meu avô, campeão mundial nesta modalidade, já fez de tudo um pouco enquanto viveu (por isso que ele viveu tanto!). E, por causa dos surtos, aprendeu bastante sobre todas as coisas da vida.

Eu me lembro que suas manias variavam, mas estavam sempre presentes. Teve a fase da fabricação de iogurte, com bacias espalhadas pela casa toda e cheiro de azedo; a fase da ginástica, quando ele montava em sua garagem aparelhos dignos de uma academia, com sucata encontrada no ferro velho; a fase da astronomia, quando ele montou um telescópio e fez curso no planetário de São Paulo; isso sem falar nos assuntos místicos, sempre presentes na vida dele, além do esporte. Algumas manias se transformaram em estilo de vida, como o karatê e a Ordem Rosacruz, que deram a ele saúde, paz, espírito jovem e vontade de viver.
Mas eu estou falando das manias ou surtos porque eu acho que ninguém é imune a isso. Meu irmão (futuro campeão mundial após o meu avô) sabe bem disso. Teve a fase do paintball, das miniaturas, do RPG, etc.
E eu também passo por isso. Não sou campeã mundial porque tenho muitos afazeres, mas se fosse menos ocupada provavelmente estaria concorrendo ao título.
O último surto, que parece estar voltando, foi o da leitura. Em cerca de dois meses li vários livros. numa quantidade maior do que li nos últimos 3 anos. Teve a fase da jardinagem, quando morava em casa, época em que eu cultivava orquídeas, tratando-as com carinho, amor, paciência e elas não floriam para mim (para a minha mãe elas dão flor, essas ingratas!!!). A fase da yoga, que eu adoro, mas estou sem praticar, a fase da academia (essa durou pouco, eheehh!) , da comida tailandesa, do planejamento urbano ( essa ainda persiste), da moda, etc.


E isso se reflete no meu trabalho, lá também temos fases: do aquecedor solar, das construções sustentáveis, dos terrenos contaminados, da madeira, etc.
Mas o bom das manias é que você sempre está aprendendo coisas novas e algumas duram para sempre.
E não há coisa melhor na vida do que ter a oportunidade de aprender, aperfeiçoar o conhecimento e vivenciar novas experiências.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Perfeição

Nós buscamos a perfeição em tudo o que fazemos. Buscamos a perfeição no que somos. Mas vamos ser realistas: existem coisas perfeitas no mundo? Além da natureza, que faz sozinha, nasce, morre e se renova constantemente (apesar do homem destruir), nós, mesmo construindo obras de plasticidade quase perfeita, não conseguimos competir com a natureza.
Seguindo o exemplo de Brasília que, apesar de planejada, está enfrentando problemas de trânsito, crescimento desordenado e segregação social. Na visão utópica de Lúcio Costa ( eu acho fantástica a criação dele) as coisas deveriam funcionar de uma forma, porém a realidade é outra, tornando impossível evitar as relações "orgânicas"de uma cidade.
As cidade parecem crescer e se desenvolver como organismos vivos que, sem controle ou planejamento, saem do domínio público e criam desigualdades como as que vemos nas grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.


Parece que tudo reflete as relações humanas. Estas variam conforme a cultura de cada povo, a forma como fomos educados e as tradições familiares. O que as pessoas buscam nas grandes cidades é uma oportunidade de vencer, garantir uma vida melhor.
Nas relações sociais vemos um reflexo das relações pessoais. Aquilo que aprendemos em casa levamos para as ruas, para a convivência social. O que fazemos e o que fazem conosco quando somos crianças reflete a pessoa que seremos amanhã.




Aceitar que existem diversidades, pessoas com gostos, religiões e culturas diferentes transformam o mundo em que vivemos num lugar masi agradável, livre de conflitos.
Essa realidade está também dentro da nossa casa. Primeiro que as pessoas não são iguais, mesmo sendo tratados da mesma maneira os filhos se comportam de formas diferentes. Um é estudioso, outro não vai bem na escola, um é relaxado, outro é organizado, um é "respondão", outro emburra por qualquer motivo. O que demonstra que não existe receita pra criar um filho, afinal, cada um é de um jeito e você nunca sabe o que vai ser deles amanhã, apesar das expectativas.


Sempre desejamos que nossos filhos sejam perfeitos, tudo dê certo para eles sob a nossa ótica. Mas a realidade não é bem assim. Eles crescem, vão seguir o caminho que escolheram, se realizam ou não, fazem coisas certas, batem a cabeça e aprendem por si só o que as coisas erradas que fazem têm resultados negativos na vida deles. Se eles (ou nós , afinal tb somos filhos de alguém) pudessem aprender com a experiência dos outros, muito tempo perdido seria evitado. Afinal, quem não queria nascer sabendo?
Saber que colocar o dedo na tomada dá choque, que não estudar pode acarretar em alguns anos perdidos e que mandar seu patrão à merda pode acarretar na perda do emprego.
Os filhos não fazem o que planejamos para eles. Mas será que não são realizados? A minha mãe tinha planos para mim, que eu não realizei. Mesmo assim acho que, de certa forma, venho fazendo tudo o que estava planejado. E tenho certeza que minha mãe concorda com isso.
Precisamos buscar o equilíbrio naquilo que fazemos, sem a preocupação pela perfeição. A perfeição é ficar em paz, se realizar naquilo que faz, tentar encontrar a felicidade nas pequenas coisas do dia a dia, mesmo numa difícil segunda-feira nublada após a ressaca e "comilança" do domingo. Ainda bem que amanhã é sexta!!

Renovação


Essa é a imagem da seca. A poeira que fica impregnada nas coisas e o contraste da cor da terra com o belissimo céu azul. Após a seca, a vegetação se renova. Basta uma chuva forte para a grama ficar verde novamente. Escolhi essa imagem para inaugurar o blog, pois acredito estar passando por uma fase de renovação e mudanças. É interessante como a vida tem ciclos e parece que os ciclos são, de certa forma, semelhantes para todas as pessoas. Às vezes eu sinto que estou ficando velha, quando já nào tolero coisas que eu fazia com tanta frequencia, como ouvir musicas barulhentas. Outro dia, assitindo um DVD do AC/DC percebi que topdas as músicas pareciam iguais, o barulho não tinha sentido e perguntei ao meu filho porque ele estava ouvindo aquela "barulheira". Nem parece que um dia eu fui fã dess genero musical e ainda lembro as letras das musicas. Foi aí que eu parei pra pensar e me perguntei - "Nossa, pareço meu pai reclamando da música!"
Após o extraordinário evento comecei a perceber que realmente não tolero mais certas coisas e que isso começa a ocorrer após uma certa idade, quando ficamos mais seletivos com as coisas.
E reparei que outras pessoas também passam por essa situação, causando o famoso choque de geraçoes entre os pais e os filhos.
É claro que isso tende a aumentar quando a diferença de idade entre eles é maior, no meu caso, entre eu e meu pai.
Eu achei muito engraçado isso estar acontecendo comigo, lembrei de meu pai e suas críticas a tudo que eu fazia...e eu fazia pra provocar mesmo.
Isso me faz pensar em uma outra coisa tão comentada, que somos iguais aos nossos pais - já dizia Elis Regina - e que todos os filhos são iguais, só mudam de endereço.