terça-feira, 10 de novembro de 2009

alone


Saudades do meu maridão.
O sofá vazio, o lado da cama vazio, a casa silenciosa, ninguém pra rir comigo, brigar comigo, me encher o saco, fazer cobranças, fazer cafuné, esquentar a cama, apertar o tubo da pasta de dente.
Então, eu, a insensível, coração de pedra, aquela que não chora quando assiste Xuxa e os Duendes, pois é, eu também sinto saudades do meu lover.
Mas ele está voltando, sabadão ele estará de volta para a nossa feijoada com cachaça.
Só pra ilustrar o post, a música que sempre me lembrou do nosso namoro, das nossas besteiras e maluquices feitas antes da hora, mas que sempre acabaram com um final feliz.

Eduardo E Mônica - Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram...

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"

Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'to' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
clube, televisão".

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Menino sabonete


Sem papai, tem gente abusando.
Aqui em casa ele que é o carrasco, então, meninho folgado tá aprontando todas.
Hoje botei rédeas nessa bagunça.
O Dante é realmente uma criatura muito "abusante".
Se deixar ele caga na sua cabeça.
Se eu dou o dedo, ele pega o braço.
Ele está sempre tentando me enrolar, com sua lábia e seu jeito escorregadio, parece um sabonete.
Depois ele vem com aquele nhem nhem nhem: "Mamãe, eu te amo, você é mulher mais linda do mundo" e ects, etcs, etcs...
Acreditando que vai derreter corações e que a mãe vai perdoar. E não é que funciona!
Tô ficando velha, com os filhos criados e, quem diria, levando rasteira de garoto de 8 anos.
É, essa história de filho sem manual não tá com nada.
Quando eu era criança, minha mãe jogava os tamancos, sempre sem motivo, claro, pois eu era uma santa.
Como isso não se usa mais, apelamos para o diálogo, castigo e rezamos para que o exemplo seja o instrumento mais importante na educação dos nenéios.
Na pior das hipóteses, terei mais histórias para contar e, quem sabe, comprar um tamanco.