sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fim de férias

Final de férias é sempre triste. Apesar de descansados, recomeçar a rotina pode ser desagradável.
Horários a cumprir, concluir serviços pendentes que deixaram para trás durante a minha ausência, como sempre, deixar de comer e beber como uma porca (essa é a pior parte!), acordar cedo, usar salto alto (depois de 15 dias usando só chinelos e tenis acho que meu pé não cabe mais nos sapatos de bico fino), secar a arrumar o cabelo, usar roupas de madame e fingir que sou uma pessoa séria e de respeito.
Bem melhor ficar de férias, né?


Nada pra fazer, almoçar às 3 horas da tarde no restaurante, ficar descabelada, usar havaianas, tomar cerveja todos os dias, dormir na rede, se empanturrar de comer comida goiana cheia de pimenta, tomar uma pinga antes do jantar, ficar no meio do mato, andar pra todo lado, ficar empoeirada, sujar o carro de terra e ficar com o escapamento solto, comprar bugigangas lindas para a casa em Piri,ver o Dante brincar sem parar até cair de sono tarde da noite (ou ouvir o chororo dele porque quer tomar milk shake de chocolate depois de comer 1 tigela de açaí).....
Bom, depois da descrição, acho que vou largar meu emprego e virar riponga, viver de brisa, no meio do mato. Combina comigo, né?
Acho que não nasci pra trabalhar.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Experiência Cavalcante



Nossa aventura à Cavalcante foi muito interessante.
Aventura, pois não sabia o que esperar.
Diferente de São Jorge, a cidade não tem tyanatas alternativas ao turista, nem mesmo informações sobre os passeios e mapas, apesar das várias paisagens maravilhosas e diversas cahoeiras.
As distancias sao grandes, mas a experiencia foi interessante.
Começamos almoçando a famosa matula no caminho para São Jorge, depois levei as meninas para conhecer o Vale da Lua, com formaçoes rochosas muito interessantes.
Depois, com a pança cheia de matula, seguimos para Cavalcante, do outro lado da Chapada dos Veadeiros.
O caminho tinha muita poeira, terra vermelha, paisagem de cerrado, montanhas lindissimas com formaçoes rochosas milenares.
Chegando em Cavalcante, levamos as meninas e o Dante em trilhas de mais de 10 km, subindo morro, em meio a reclamaçoes, torpeções, topadas e gargalhadas.



O Dante já está acostumado aos nossos passeios rusticos, já foi ao Parque da Chapada ds Veadeiros e fez as duas trilhas, falando mais de 3 mil palavras durante o trajeto (não sei como nosso guia aguentou..eheh!).
A noite, depois do jantar e das pinguinhas, ficavamos jogando conversa fora ao lado da fogueira.Isso até umas nove da noite, quando caíamos de podre, mortinhos de cansaço.
Dormindo com as galinhas, acordando com as galinhas....
Logo cedo, um café da manhã reforçado para garantir mais uma trilha.



No dia em que fomos à comunidade Kalunga, maior remanescente de quilombo do Brasil, tivemos a melhor experiência. A trilha foi cansativa, apesar de plana, e tivemos contato com a uma das cachoeiras mais lindas que já vi, com água azul cristalina, um poço escondido no meio da mata que brilhava com os raios do Sol.



Além disso, pudemos conhecer as pessoas da comunidade e comer uma deliciosa galinhada na casa dos kalungas depois da trilha.



Vencendo a barreira do cansaço, as bolhas no pé formadas no dia anterior, chiliques do Dante, Bah e Ca (que brigavam durante o trajeto como 3 crianças de 3 anos) e unha encravada do Ronaldo (ele mancou no caminho da volta, achei que não iria conseguir chegar), a recompensa foi aquele almoço caseiro.
Surpresas à parte, acho que a viagem foi boa, passamos momentos agradáveis e inesquecíveis juntos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Éramos seis


Passei o domingo numa situação quase inédita e pouco recorrente: junto com os meus 4 filhos. Não foi bem um almoço familiar e programado, mas foi muito bom estar com todos ao mesmo tempo.
Ultimamente, é raro isso acontecer e cada vez mais comum eu ficar somente com o Ronaldo e o Dante.
Mas eu sei que os filhos tem a vida deles, os anseios deles e os rumos que escolhem para a vida nem sempre é ao nosso lado.
Eu acho bom saber que eles estão buscando a independência, vivendo longe de casa. Nem sempre concordo, pois acho que eles poderiam ser independentes mesmo aqui perto.
Como eu não sou dona do destino deles, só posso esperar que tudo dê certo e torcer por eles.
A minha parte eu já fiz, se fiz direito ou não, só o tempo dirá!