domingo, 28 de junho de 2009

Nosso ídolos são mortais



Os ídolos são imortais ou, ao menos, parecem.
Aqui em casa ficamos chocados com a morte de Michael Jackson.
Em seus altos e baixos como pop star, a mortalidade parecia uma coisa distante.
Nós, pobres mortais, vemos os astros como pessoais incomuns, mas eles são pessoas normais, como nós, sujeitas a problemas até muito maiores do que os nossos.
E é assim que eu vejo o Michael, um garoto talentoso e rico, mas com uma vida muito sofrida.
As vezes achamos que o dinheiro resolve tudo e os astros, por serem ricos, não tem problemas. Porém, parece que nesse caso a quantidade de dinheiro que a pessoa possui é inversamente proporcional à sua felicidade.
Na verdade, ser famoso não deve ser nada bom. Não poder andar na rua incógnito, ter sempre um bando de paparazzi te perseguindo e ter sua vida particular escancarada nos tablóides.


Por isso os astros estão sujeitos a críticas e julgamentos mais do que nós, ninguém vê as dificuldades que as vezes eles passam, só apontam suas excentricidades sem querer saber porque agem de uma forma ou de outra.
Foi a transformação que vi ele sofrer, as críticas a suas atitudes e aos seus últimos sucessos que me fizeram pensar nisso tudo. O talento do artista é deixado de lado, esquecido, em troca das fofocas sobre sua conturbada vida particular, que não deveria ser da conta de ninguém.
Logo, posso concluir que é melhor ser um zé ninguém que anda de havaianas pela rua, arrastando o chinelo, sem pentear o cabelo e sem ser notado, não é mesmo?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Não coloquem "cebola" na letra da música



O Ronaldo comprou uns DVDs de karaokê, na verdade, são DVDokês. Ainda não temos microfone para ligar no DVD palyer e cantar, mas já ensaiamos um pouco,pelo menos com 2 deles, o terceiro DVD já é uma outra história.
Eu dei a dica de alguns títulos básicos, aqueles de cantor de churrascarias como Abba e Bee Gees, todos com fundo florido e acompanhamentos bizarros.
Indiquei uns nacionais também, mas ele comprou um dos Beatles, um de rock nacional e um de música de festa nacional, tipo Tim Maia, As Frenéticas, Ivete Sangalo e outras músicas que fazem balançar o esqueleto.
Mas foi com o DVD de rock nacional que ficamos pasmos, não tinha as tradicionais dos Titãs, Ira, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Kid Abelha, Ultraje a Rigor, Camisa de Venus, todos aqueles grupos que faziam sucesso no tempo da TV Pirata e Armação Ilimitada, do Atari, das roupas supercoloridas e cabelos arrepiados.

Perguntamos: Cadê o rock que deveria estar aqui? Que músicas são essas? Los Hermanos, Detonautas, o Rappa, J Quest, quem são esses?
Bom, foi nessa parte do nosso treino musical que nos sentimos como ETs ouvindo aquelas músicas desconhecidas de grupos nacionais que já ouvimos falar algum dia no rádio, de passagem, ou em algum baile de formatura, mas nem sabemos quem são ou que cantam.
Na mesma hora lembrei do meu pai, sempre anos luz atrás de seu tempo, enquanto todos ouviam Beatles, ele ouvia samba canção, mesmo sendo quase da mesma idade daqueles que se inicavam no mundo do rock.
Mas numa coisa ele tinha razão quando dizia:"Música deve ser poética e romântica, não pode falar palavras como telefone, carro e cebola".
Resultado: ou eu estou ficando velha, ou estou muito desatualizada ou já estou sofrendo daquilo que chamam de choque de gerações.
Será?

domingo, 14 de junho de 2009

Não se fazem mais vovós como antigamente!



Quem teve avó sabe como isso é bom.
Contar com aquela pessoa que está sempre ao seu lado, sempre fazendo de tudo para te agradar, como um amor incondicional, que não reprime, não castiga, não culpa, não cobra.
Eu sempre fui mais ligada aos avós maternos. A minha vó Tita me influenciou muito, contribuindo em grande parte para a pessoa que sou hoje.
Lembro dela o tempo todo, a forma como cozinhava, as coisas que dizia, a maneira como fazia tudo para me agradar e me deixar feliz.
Ela foi um exemplo para mim, pois eu passava muito tempo com ela.
Hoje as vovós sào modernas, acessam a internet, trabalham, são elegantes, enxutas, sem rugas, com botox, plástica e silicones, cabelos tingidos, dirigem, namoram, e etcs mais.
Aquela vovozinha, como a minha, gordinha, de cabelos brancos e vestidos floridos, que ficava a disposição dos netinhos, fazia bolo, pão, conversava, contava histórias, não existe mais.

Nem aquele vovô que pescava com o neto, ensinava a andar de bicicleta, levava ao parque, ensinava coisas sobre a natureza, observava os passáros....
Nào estou dizendo que vovós e vovôs devem ser relaxados e deselegantes,eles podem ser arrumados, penteados, bem vestidos, magros e ativos, mas devem também ser atenciosos, amorosos e presentes na vida dos netos, afinal, eles tem muita importância na educação das crianças.
Meus filhos mais velhos ainda aproveitaram bastante as avós, em suas temporadas nas casas de praia da vó Gilda e vó Telma.
Mas nesse ponto não posso dizer o mesmo do Dante. Com 8 anos de idade ele quase não vê os avós. Tirando os primeiros 4 anos, período em que ele convivia bastante com a minha mãe e meu pai e eventualmente visitávamos os outros avós, agora que estamos longe, ele saiu perdendo.
Eu acho fundamental a participação dos avós na formação das crianças, pois eles são responsáveis por passar valores ainda não vividos pelos pais e por conceder aquele amor incondicional que só quem tem a paciência adquirida pelos anos vividos é capaz de dar.
É uma pena que a distância entre nós seja um empecilho para essa convivência familiar, prejudicada também pela ausência de primos, tios e irmãos menores.
Aqui somos só nós, mais ninguém.
Espero poder participar da criação dos meus netos, assim como a minha avó participou da minha, e poder contribuir para a formação das lembranças saudáveis e inesquecíveis dessas crianças que ainda não pertencem a este mundo.
E quem sabe os avós do Dante tomam coragem e vem morar aqui pertinho de nós?!

23 anos


Hoje, comemoro 23 anos de casada. São 23 anos ao lado do meu maridão, meu companheiro, amigo, namorado...
Isso é muito mais tempo do que vivi com os meus pais.
Somos parceiros em tudo, nos momentos tristes, de brigas e discussões, nos momentos felizes, das conquistas, alegrias, realizações.
Os filhos estão quase criados e parecem refletir a nossa parceria constante nos relacionamentos deles também.
É bom saber que podemos viver tanto tempo ao lado de uma única pessoa, construir um relacionamento saudável e duradouro, baseado na amizade, amor e compreensão, mesmo com as eventuais desavenças, afinal, as brigas fazem parte disso.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Infinito ócio


Já faz um mês que eu estou em casa. Não sinto falta do trabalho, acho que até que gostaria de ser dona de casa, cuidar da casa, dar bastante atenção para o único filho pequeno, preparar as refeições da família.
Talvez não sinta falta do trabalho porque sei que ele está lá, me aguardando.Eu não morri nem pedi demissão, logo essa greve acaba e eu retorno.
Mas é bom ter todo o tempo do mundo para fazer o que gosta, ler, estudar, caminhar, não fazer nada, curtir, descansar, não ter compromisso nem responsabilidades, não ficar estressadas, não ter prazos para entregar trabalhos, são tantas coisas que daria para escrever um livro sobre tudo o que pude fazer nos meus infinitos momentos de ócio desses últimos 30 dias.
Tem gente que já está com inveja, eu sei disso.
Mas eu falo pra eles aquele ditado famoso: "Ema, ema, ema, cada um com o seu pobrema...".