domingo, 31 de maio de 2009

domingo chuvoso


Chove novamente em Brasília, coisa rara, pois estamos no último dia de maio.
O período de seca vai demorar mais um pouco para iniciar.
O frio está voltando, depois de uma semana de dias mais quentes e noites de céu estrelado e manhãs geladas.
É bom ter um domingo de chuva fora de época para aproveitar o aconchego do lar, brincar com os filhos,jogar Uno e dominó com o Dante, ler, assistir um filme chato que faz dormir, comer paçoca e chocolate, tomar café quentinho, fazer um bolo para os gulosos daqui de casa.
No dia em que o Alê foi embora também estava chovendo, chovendo e frio.
Vai ser um daqueles dias inesquecíveis, que nunca vai sair da minha memória. Porque o fica são as sensações, a sensação de vazio, de tristeza, de saudade, de preocupação com a longa viagem e com o futuro dele.
Toda vez que chover, vou lembrar disso, não como uma coisa ruim, mas como um sentimento de desejá-lo boa sorte na sua nova vida, afinal, não fizemos os filhos para nós, fizemos para eles mesmos, para o mundo e ele está tentando conquistar seu próprio espaço nesse planeta.
Aos poucos estaremos sozinhos, eu, o Ronaldo e a casa vazia e, quem sabe, a Bibi.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Filosofando



Após reclamações de leitores, estou de volta.
Andei ocupada fazendo greve, dieta, estudando sobre lógica indutiva e pensando muito (difícil não pensar muito enquanto leio textos sobre filosofia do conhecimento e metodologia de pesquisa científica, penso tentando entender e penso em acabar logo..eheh).


Depois de ler os texto de Karl Popper e assistir à quinta temporada de Lost, mergulhei numa onda filosófica.
Agora o meu planeta se resume a entender as teorias de Kant, Popper, Sartre, Heidegger e outros filósofos que tentaram explicar o mundo. Bom, eu ainda não entendi, nem o mundo nem algumas teorias.Se ao menos eu conseguir entender o que se passa na minha cabeça desmiolada, já será um bom começo.
O problema de ler sobre isso é que eu começo a pensar mais sobre o assunto, questiono mais e, às vezes, não chego a conclusão nenhuma.
Como ainda não sei tudo a ponto de explicar para vocês, fica para um post futuro, talvez em 2014...brincadeirinha!



Mas eu gostei da citação de Sócrates:
"Casa-te, casa-te sempre; se tiveres uma boa esposa, será feliz; se tiveres uma má esposa, tornar-te-ás um filósofo."
Meu marido não é filósofo, logo, sou uma boa esposa.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A prova do crime


Sabe aqueles filhos que não ouvem a mãe? Aqui em casa tem alguns assim, mas essa passou dos limites.
Além de não ouvir, se faz de ignorante.
Todos os dias, sem exceção, eu tiro a caneca dele da sala após o café da manhã.
Ele diz que é mentira, que eu invento coisas, porque ele leva a caneca na pia e enche de água.
Mas agora, em primeira mão, para provar que não estou mentindo, que não sou louca, aqui está a prova do crime.
Tenho fotos do fato, tiradas por vários dias consecutivos, para provar que quando mãe fala, ninguém ouve.
Mas eu sei que quando ele for embora, vou sentir falta da caneca na mesa da sala, dos chiliques, da rebeldia, das discussões acaloradas e infinitas, da folga, mas, principalmente do meu eterno companheiro de Lost.

domingo, 10 de maio de 2009


Ver a beleza nas coisas não é tarefa fácil, ainda mais no mundo confuso em que vivemos e com tantas informações que nem conseguimos assimilar.
As crianças, quando pequenas, captam, percebem e questionam. Aquelas perguntas incessantes e aparentemente idiotas para nós, como "por que o céu é azul?", não são feitas por nós, mas sim pelas pequenas criaturas que reparam nos detalhes e ainda estão aprendendo a viver em nosso planeta.
Nós, ocupados com nossos pensamentos ansiosos e atribulados, não questionamos mais. Não questionamos, porque não reparamos. Não reparamos, porque não percebemos. Não percebemos porque não somos capazes de enxergar a beleza nas pequenas coisas.
Estamos ocupados demais para isso.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Quase sem querer


Eu sempre lembro daquela música, Quase sem Querer, do Legião Urbana.

Eu costumava cantá-la para o meu filho, pois acho que sua letra reflete a diversidade de sentimentos com que convivemos todos os dias.

Isso me ajuda a perceber que somos todos parecidos, que somos confusos, anciosos, distraídos, mentimos, estamos sempre querendo provar alguma coisa para alguém.

Mas o que realmente queremos?

Só queremos ser aceitos e amados.

Para ilustrar....

Quase sem querer (Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha)

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...

Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira

Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...

Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto...

Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...

Oh! Oh! Oh! Oh!...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mãe 30 horas



Eu vou criar um novo slogan para as mães: Mãe 30 horas. Sei que estou copiando de um banco famoso, mas é isso mesmo, 6 horas em casa cuidando dos filhos, antes e depois do horário de trabalho e 24 horas monitorando por telefone, pensamentos, preocupações, e-mail, carta, fax, telegrama (isso ainda existe?), fofoca, orkut, facebook, etc.
O telefone que toca depois da meia noite quando os mais velhos estão na balada: motivo para acordar e pensar bobagem.
A porta do quarto que abre de fininho e te faz cair da cama de susto no meio do sono profundo (nem tanto): filho reclamando que está com medo, com sede, com dor de barriga.
As mensagem que chegam na caixa postal durante o horário de trabalho com título suspeito "mamãezinha querida": filhos pedindo alguma coisa, quase sempre dinheiro.
Telefonemas no meio da manhã no local de trabalho durante uma reunião: filho pedindo ajuda com a lição de casa.

O telefone toca, você atende e ouve choradeira e gritaria: filhos brigando, quase sempre por motivos idiotas.
Depois de quase meia dúzia de filhos (se contar o marido, cachorro, gato, empregada até superaria esse número) eu já passei por essas e outras experiências e posso concluir que sou uma mãe 30 horas.
Com uma gama de filhos em diversas idades mentais e biológicas, o monitoramento à distância, durante o horário de trabalho, virou minha especialidade, ainda mais com filhos morando a 900 km de casa.
É chororo do pequeno, dos médios e dos grandes, em diversos tipos de mídia, porque o mundo evolui e as mães também.

E a gente se desdobra em mil para fazer tudo o que é possível para proporcionar conforto, felicidade e suprir as necessidades dos pimpolhos.
Graças à Deus, nós mulheres, temos a capacidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo.
Ser mãe é assim, fazer tudo ao mesmo tempo, da melhor forma possível, tentar acertar e, quando errar, tentar corrigir, buscar a melhor maneira de resolver as dificuldades, ouvir, falar, sentir, rir, chorar, amar, sofrer, sentir orgulho, dormir, acordar, beijar, abraçar, fazer trabalho escolar, brigar, cantar, contar histórias, gritar e perder o fôlego pensando em tudo o que já foi feito e tudo o que ainda precisa ser feito amanhã, no próximo mês, no próximo ano.
Por isso, eu desejo um ótimo dia das mães a todas as mulheres que se desdobram em mil tentando fazer o melhor possível para que seus filhos vivam num mundo melhor, de maneira digna, com respeito, amor e carinho e, em especial, para a minha mãe, que está tão longe, monitorando a filha e os netos por e-mail.