sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

1000 coisas que gostaria de fazer

Enquanto eu viver, desejo profundamente realizar várias coisas, algumas possíveis, outras quase impossíveis, algumas simples, outras complicadas. Pra começar, a minha lista das quase 1000 coisas que gostaria de fazer:
- parar de beber, ou beber muito eventualmente, quase nunca...já posso colocar aquela plaquinha "tantos dias sem beber", já faz algum tempo que não bebo. Já subi pelas paredes nas tardes quentes do carnaval olhando as latinhas de cerveja no fundo da geladeira, mas superei
- comer só alimentos orgânicos...já comecei, quando dá, só compro orgânico
- praticar yoga todos os dias
- meditar com mais frequência
- virar vegetariana...mais difícil, mas não impossível, vou tentar, mas ainda não estou preparada, fica para a fase 2
- viver alguns tempo em uma comunidade alternativa, ecovila ou um ashram, onde todos executam todas as tarefas, onde todos compartilham tudo, onde existe solidariedade, paz, tolerância...

- construir uma casa ecologicamente correta, feita de terra, com energia solar e eólica, longe da cidade, em um lugar onde eu possa admirar o horizonte, cultivar e produzir a minha própria comida, dependendo muito pouco da civilização


- morar no sul da Bahia, pode ser Trancoso ou Arraial, ou em algum outro lugar bem pertinho do mar, num lugar onde eu sinta o calor do Sol no meu rosto, a brisa e o cheiro do mar e esteja envolvida pelo verde da Mata Atlântica
- conhecer o Alasca, suas montanhas, rios, o frio


- também frio e até mais frio, fazer uma viagem até a Antártida... e eu odeio o frio, mas acho que vale a pena aguentar por alguns dias e pelas belezas naturais que vou conhecer
- dormir e acordar naqueles bangalôs sobre o mar azul e transparente das ilhas do Tahiti


- viajar para a Índia, andar em suas ruas, templos, comprar os tecidos, roupas, sentir os cheiros, bons e ruins, e conhecer de perto sua cultura tão diferente da nossa


- ir a Dubai conhecer as belezas e aberrações da arquitetura sustentada por montanhas de dinheiro e arquitetos ousados
- fazer uma mega festa de aniversário de 25 anos de casamento...em 2011
Essas quase 1000 coisas, 1000 desejos profundos, não acabam aqui. São variáveis, mutantes, "atualizáveis" e, quem sabe, realizáveis.
De tudo que já fiz, ficou o aprendizado. Dos lugares que conheci, guardo as boas lembranças. Das coisas que ainda não realizei, o desejo de conhecer e aprender mais.

E a Índia invadiu a minha vida...

Novamente, a Índia invadiu a minha vida.
A paixão começou a quase 10 anos, quando conheci um homem que falou sobre a medicina Ayurvédica. Foi em Extrema, ele era dono de uma pousada. Ele era um empresário bem sucedido em SP e, cansado do stress da vida moderna, largou tudo e montou uma pousada no alto de uma montanha. Vivia lá com a mulher e os filhos, era vegetariano, fazia meditação e possuía, no meio da mata, um local para meditar. A pousada era decorada com tecidos indianos e tinha vários espaços com almofadas jogadas sobre tapetes no chão onde praticavam yoga e meditação.

As coisas não acontecem por acaso. Depois de conhecê-lo, passei a me inteirar sobre a cultura, religiões, costumes e lendas da Índia.
Agora, depois de assistir alguns capítulos da novela, comecei novamente a pesquisar sobre as castas, religiões e outras coisas. Acho que a novela mostra uma Índia muito estereotipada, todos parecem estar vivendo em palácios como príncipes e princesas. Além disso, acho que estão enfatizando muito as superstições e não mostram os sociais e ambientais da Índia.
Mesmo em relação as castas, acho que exageram um pouco. Segundo a revista Superinteressante, apesar do regime de castas ser proibido desde 1950, ainda é considerado, principalmente por aqueles que estão nas castas mais elevadas.
No entanto, de toda a população indiana, somente 18% pertencem às castas mais tradicionais (Bramanes, Xátrias e Vaixás), 10% são Jatis (vivem fora do sistema de castas) e os demais são Sudras (54% - serviçais, operários, camponeses, etc) e Párias ou dalits (18%).


Então, para quem quer ver como vive o povo indiano que não mora nos palácios do Projac é só assistir ao premiado filme, "Quem quer ser um milionário". Emoções, do inicio ao fim, o filme é um conto de fadas, contando a história de um garoto pobre e órfão num país cheio de injustiças sociais. E reparem num detalhe: ele é muçulmano. Essa é outra questão que sempre motiva conflitos, e não só na Índia: a intolerância às diversas religiões e seus seguidores.


Independente dos problemas sociais e ambientais, a Índia é uma terra cheia de contrastes e com uma cultura muito rica e única. Suas roupas, cores, danças, comidas, temperos, tudo é muito singular. O hinduísmo é uma religião cheia de mitos, lendas e rituais e a forma com que lidam com a questão do carma e reencarnação parece ser o motivo pelo qual o povo não se revolta com as desigualdades sociais.

Mas eu não sou estudiosa do tema e adoro tudo o que é da Índia, portanto, falem o que quiser, mas ainda acho que a Índia deve ser um lugar muito interessante de se conhecer.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

No carnaval

Carnaval é sinônimo de folia, festa e farra. Eu até gosto de carnaval, da vibração dos tambores baianos, dos desfiles, das marchinhas e do batuque. Porém, ultimamente, não estou caindo na farra, prefiro um local calmo, estar em contato com a natureza, ficar à toa em casa. Acho que estou virando urso para fazer companhia ao meu marido, que é pós graduado nisso.
Bom, como eu odeio ficar enfiada em lugares fechados nos dias ensolarados, resolvi me virar. Passei uma tarde inteira com o Dante no parque, andei de bicicleta, caminhei, até que começou a chover, aí não deu mais para sair.



Andando de bike no Eixão, eu percebi o tremendo esforço que fazia para subir aquela pista que é aparentemente plana. O esforco é recompensado com a brisa no rosto ao retornar, sempre descendo, sem colocar os pés no pedal. É maravilhosa a sensação! Primeiro perco o fôlego tentando subir até o final do Eixo, cerca de 12 quadras, depois, no retorno, a velocidade, o vento, a sensação de liberdade.No parque, fui repor minhas energias. O contato com a natureza, a felicidade de ver o Dante brincar ao ar livre, as descobertas que ele faz na caminhada até o parquinho, insetos, plantas, estruturas feitas de terra, a lagoa, o córrego, o céu ensolarado, tudo parecia um presente divino, e tenho certeza que é.
É maravilhoso poder contar com esses momentos que ficam guardados para sempre na nossa lembrança. São essas pequenas alegrias que preenchem a minha vida.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Meu pé de fejão



Eu sumi, mas estou voltando. São as turbulências mentais da minha cabeça fértil e confusa. E quem paga o pato são as pessoas que convivem comigo. Eu andei bastante deprimida, infeliz no amor e por minha culpa. No trabalho estava tudo bem, mas em casa parecia que eu ficava sob uma nuvem negra de rancor, solidão, raiva e desilusão.
É o resultado das mudanças que estão acontecendo na minha mente, meu feijãozinho realmente está se transformando em uma planta gigantesca, bem, verdinha. Com o meu pé de feijão vou chegar às nuvens, à casa do gigante...talvez na postagem 2898 estarei completamente ciente do que está acontecendo comigo.


Mas são águas passadas, por enquanto. O jeito e levantar, tirar a poeira e continuar seguindo o caminho. Eu sei que outros momentos turbulentos virão e eu terei novamente de administrar todos o meus afazeres de rotina com os chiliques mentais causados pela sensação de que algo está realmente diferente. E eu gostaria muito de saber o que é.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

SIM!!!


Ontem eu assisti "Sim senhor"e achei hilário. É impressionante como a vida dele muda só pelo fato de dizer sim para os convites que recebe. Na verdade, o "sim" representa uma forma mais otimista de encarar a vida e seus desafios. Quem tem uma postura mais positiva perante os obstáculos tende a não fazer uma tempestade num copo d'água. Dessa forma, a solução aparece, os problemas se resolvem com facilidade, as coisas fluem com mais facilidade, só coisas boas acontecem, por que deletamos as coisas ruins da nossa mente.


Eu conheço todas essas receitas de sucesso, só que, na prática, costumo ser muito pessimista, só vejo o lado ruim dos fatos e sempre falo não pra tudo. Por isso, o filme me fez pensar. Nessa fase de mudanças profundas na minha mente conturbada, talvez seja a hora de começar a dizer sim pra tudo.

Quem sabe o meu feijão mental não se transforma numa suculenta feijoada! Por que acho que ainda não nasceu nesse planeta uma critaura mais complicada do que eu, nem eu sei o quero, o que me aflige, o que me incomoda. Essa ideia de parar, dar um tempo para meditar e refletir sobre as coisas tem sido benéfica, mas os delírios mentais só aumentam quando penso demais.
Socorro, acho que estou enlouquecendo!!!! Será que está na hora de tomar um Prozac? Sei lá, enquanto o Prozac não vem vou mudar de atitude, fazer igual ao Jim Carrey e dizer sim pra tudo...ou quase tudo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


A vida é uma busca incessante pela felicidade. Tudo o que fazemos tem como objetivo encontrar a felicidade. Estamos sempre em busca do prazer. E o descontentamento vem quando não conseguimos atingir os nossos objetivos. Esse descontentamento pode ser traduzido para frustração, angustia, culpa, tristeza e depressão.
Eu li uma vez que a raiva é um sentimento secundário que esconde sentimentos primários que nem sempre conseguimos identificar. Eu concordo, pois, na maioria das vezes é muito difícil definir o que estamos sentindo quando não estamos bem.
Eu sou uma pessoa complicada, meu humor varia conforme meu ciclo menstrual, a temperatura, o clima, os sonhos que tive, etc. Acredito que posso administrar essa situação e aprender mais com cada fase. Eu busco superar essas questões mudando hábitos, tentando fazer diferente, inovando. Também encontro paz em coisas comuns, que faço há algum tempo, como ioga, caminhada, contato com a natureza.


Estou passando por uma fase complicada, de mudanças internas. Parece que, sem perceber, alguma coisa está mudando, mas ainda não sei o que. Essa sensação de não saber ao certo o que estou sentido não é boa e foge dos objetivos comuns a todo ser humano: a busca pela felicidade.
É uma luta interna constante, parece desenho do Pica-pau quando o anjinho e o diabinho ficam no ombro, os dois falando o tempo todo ao seu ouvido: faça isso, faça aquilo....


E eu concordo com os budistas: devemos evitar os desejos, pois desejos não realizados se transformam em frustração, que vira tristeza, depressão e raiva. Mas somos seres humanos, estamos aqui para aprender e o aprendizado é difícil e demorado. Nunca terminamos de aprender, pois sempre podemos ter um novo ponto de vista a respeito de uma tema antigo ou uma nova resposta para um problema aparentemente sem solução. O aprendizado e constante e infinito.
E para finalizar, a frase do Galileu Galilei que vi essa semana e que me fez pensar muito: "Você não pode ensinar coisa alguma a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir dentro de si mesmo".

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Nos "enta"


O que mudou? Será que a idade faz diferença? Talvez a idade não, mas as experiências vividas. A gente aprende muito com as burradas, com as coisas boas, com as outras pessoas, com os obstáculos....Sempre que vejo aquele filme em que a garota faz trinta anos de repente fico pensando: "Que merda, ter 30 anos com uma cabeça de 13, melhor ter 13 com cabeça de 30". Tudo o que vivi e aprendi com tempo ninguém ensina. Por isso que as mães são chatas, querendo evitar que os filhos batam a cabeça no muro todos os dias: "Não faça isso, minha filha, você pode ser dar mal" ou "Não é bom pra você agir dessa forma, meu filho" e etc.
Eu sempre falo um monte de coisas para os meus filhos, mas nem sempre adianta. Minha mãe falava um monte de coisas pra mim, nem sempre eu ouvia. Sempre tem aqueles conselhos desatualizados, que não servem para a época em que vivemos. Minha mãe sempre dizia: "Menina de respeito não pode dar bola pra todos os garotos, pois fica mal falada e não casa". Isso já não valia na minha época de adolescente. Mas sempre tem aquelas coisas que nunca mudam e que a gente só aprende vivendo.
Bom, cada um é de um jeito e não adianta tentar colocar todos na mesma forma de pudim que não vai caber. Então, a vida é um jogo de tentar conviver com todos de forma harmoniosa, encarando as diversidades e aprendendo como lidar com cada um.


Eu estou quase superando a minha crise pré aniversário ou inferno astral. E é impressionante como os sinais sempre aparecem, sempre tem alguém que comenta algo que serve direitinho naquele buraco angustiante das eterna dúvidas existenciais que me assolam a cada dia. E nos livros, consigo identificar algumas receitas para aquelas questões inquestionáveis de uma criatura como eu, que está sempre tentando encontrar a verdadeira maneira de viver em paz , conciliando as pressões dos desejos carnais do meu ascendente em touro com o lado aquariano que tenta salvar o planeta e combater as injustiças cometidas pela humanidade ( e isso é um verdadeiro inferno na minha mente, vocês nem imaginam!).
Essa sou eu, desde os trinta e poucos anos. E agora com 40, espero encontrar as respostas, nem que para isso eu eu tenha que dedicar horas à meditação. Também ,se não encontrar, não vai fazer mal aprender mais, não é verdade?